A coordenadora do Bloco de Esquerda, juntamente com o deputado José Soeiro, esteve neste sábado em Perozelo, Penafiel, num piquenique com os trabalhadores das pedreiras, para a qual foi convidada pela associação socio-profissional destes trabalhadores.
“Dos momentos mais importantes desta legislatura, para mim, foi a reunião que eu tive aqui com os trabalhadores das pedreiras”, destacou Catarina Martins, realçando as longas carreiras contributivas, lembrando “os problemas graves de saúde e as grandes dificuldades respiratórias”.
“Debatemos as longas carreiras contributivas, também graças a estes homens, que deram a cara e deram a luta para conseguir uma legislação mais justa”, salientou, contando que “depois, fez-se outro caminho para se consagrar que trabalhar nas pedreiras é um trabalho de desgaste rápido”.
“E conseguimos que fosse consagrado que é uma profissão de desgaste rápido, para poderem reformar-se mais cedo, precisamente por esta ser uma profissão tão dura e que cria tantos problemas a estes trabalhadores”, sublinhou Catarina Martins, lamentando no entanto que o governo tivesse acabado por incluir o corte do fator de sustentabilidade nas reformas.
“Para nós, é uma urgência de justiça acabar com o corte do fator de sustentabilidade nas pensões. Gente que trabalhou toda uma vida, a quem o Estado reconhece que tem idade para se reformar, vai ainda penalizar com um corte de fator de sustentabilidade”, criticou a coordenadora bloquista, considerando que “não tem nenhum sentido” e apontando:
“Respeitar quem trabalha, quem constrói o país, exige acabar com o corte do fator de sustentabilidade e essa é uma das principais prioridades do Bloco de Esquerda”.
“Defendemos o caminho para que aos 60 anos de idade com 40 anos de carreira contributiva as pessoas tenham acesso à reforma e portanto não tenham cortes”, reafirmou Catarina Martins, salientando que o Bloco defende também que nas profissões de desgaste rápido possa haver acesso à reforma um pouco mais cedo, “um pouco antes por causa das condições particularmente violentas e das questões de saúde que elas levantam”. “No caso do desgaste rápido não pode haver corte do fator de sustentabilidade”, realçou.
Catarina Martins apontou ainda o caso do trabalho por turnos, “cujo trabalho é muito penalizador para a sua saúde”. “O Bloco propôs que tivessem reforma um pouco mais cedo e sem o corte do fator de sustentabilidade e não passou [no parlamento]”, lamentou a coordenadora bloquista, sublinhando que há mais de 700 mil pessoas a trabalhar por turnos, que “têm a dificuldade da conciliação da vida familiar, que não têm um sono regular, que têm todas as questões da saúde”.
“Cortar o fator de sustentabilidade nas pensões é uma prioridade”, frisou ainda Catarina Martins.