O debate decorreu na reunião da Comissão Parlamentar de Ambiente, Saúde e Segurança Alimentar (ENVI) realizada quinta-feira.
Alda Sousa "estranhou" que o comissário tenha afirmado que não há problema para a segurança alimentar resultante do consumo de carne de cavalo integrada em produtos à venda nos mercados europeus. "Se não há perigo", perguntou a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL), "porque razão a Agência Alimentar alertou as autoridades francesas para o facto de haver fenilbutazona contaminando a carne de cavalo que entra na cadeia alimentar?". Perante duas posições antagónicas, Alda Sousa perguntou quem o comissário acha que tem razão.
A eurodeputada do Bloco de Esquerda pediu também ao comissário maltês um comentário sobre a sugestão de um ministro alemão segundo o qual a carne de cavalo contaminada retirada do mercado poderia ser distribuída aos pobres e às pessoas mais carenciadas dos países da União. "Na União Europeia há cidadãos de primeira e segunda?", perguntou Alda Sousa. E, acrescentou, "numa altura de crise como esta, os mais pobres devem ser ainda mais penalizados, de tal modo que tenham que comer carne contaminada".
Perante a declaração do comissário dizendo que a legislação que existe relacionada com este problema é suficiente, desde que completada com rotulagem obrigatória ao nível dos países, Alda Sousa propôs, como "mais sensato", a criação de um registo central dos boletins sanitários dos cavalos, de modo a impedir o recurso a animais contaminados.
Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu