Em comunicado divulgado esta quinta-feira, o presidente executivo da Global Media lembra que, a 9 de janeiro, no decorrer de uma audição na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, transmitiu “o compromisso do acionista” que representa em “fazer uma transferência bancária de caráter extraordinário no início da presente semana, que permitisse proceder ao pagamento dos salários relativos ao mês de dezembro ainda não regularizados”.
No documento, João Paulo Fafe afirma que o World Opportunity Fund (WOF) lhe transmitiu, no dia de hoje, “a sua indisponibilidade em efetuar qualquer transferência, sem que o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) conclua o processo administrativo autónomo para a aplicação do artº 14 da Lei da Transparência, e que pode eventualmente resultar na inibição do exercício dos direitos de voto por parte do WOF”.
Acresce que o fundo sediado nas Bahamas também não tem intenções de assegurar o pagamento dos salários em atraso “até que o alegado procedimento cautelar de arresto anunciado publicamente pelo empresário Marco Galinha seja retirado”.
João Paulo Fafe informa ainda todos os trabalhadores da Global Media que não tem conhecimento, assim como a Comissão Executiva, “a não ser através da Comunicação Social, de qualquer proposta de aquisição de ativos do grupo”.
Na sua conta no X, Joana Mortágua reage a este anúncio: “São piratas que fizeram reféns”.
José Paulo Fafe fez saber que não paga aos trabalhadores enquanto a ERC e Marco Galinha não retirarem ou concluirem os processos contra o fundo das Bahamas que comprou a Global Media. São piratas que fizeram reféns. pic.twitter.com/0WMBIqW4Yr
— Joana Mortágua (@JoanaMortagua) January 18, 2024