Domingo também foi dia de protestos contra o racismo em muitas cidades europeias

07 de junho 2020 - 23:00

Roma, Bruxelas, Budapeste, Lausana, Copenhaga e Madrid foram algumas das cidades com manifestações este domingo. Em Bristol, os manifestantes derrubaram uma estátua que é símbolo da época do tráfico de escravos na cidade.

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Estátua Colston
Foto de Matheus Borella | Facebook

De acordo com o Guardian, os manifestantes que se concentravam na cidade inglesa de Bristol contra o racismo e a xenofobia derrubaram a estátua do comerciante de escravos Edward Colston, que é um marco que relembra a importância da cidade na época do tráfico de escravos. A empresa de Colston transportou mais de 100 mil escravos da África Ocidental para a Ámerica entre 1672 e 1689.

Os manifestantes amarraram cordas à estátua e uma multidão aplaudiu quando caiu ao chão. De seguida, foi empurrada para o rio Avon. 

O historiador David Olusoga explicou que os manifestantes estavam com tanta raiva que a situação é comparável a queda da estátua do Sadam Hussein. A polícia de Somerset e Avon já afirmou que está a investigar o caso. 

Segundo El Periódico, em Barcelona, juntaram-se 2 mil pessoas para protestar no âmbito do movimento internacional Black Lives Matter. O protesto foi convocado pelo coletivo CNAE (Comunidade Negra e Afrodescendente de Espanha), que nasceu como reação à morte de George Floyd.

 

Também em Madrid houve concentrações de protesto. Na capital espanhola, os manifestantes concentraram-se em frente à embaixada dos EUA.

 

A embaixada dos Estados Unidos também foi o local escolhido pelo movimento Black Lives Matter em Copenhaga, onde se podiam ver cartazes com alusões ao movimento internacional criado após a morte de George Floyd.

Em Itália, as pessoas saíram à rua nas cidades de Milão e Roma. Em Roma, milhares de pessoas juntaram-se na Piazza de Popolo onde os manifestantes se ajoelharam e ergueram os seus punhos em nome daqueles que lutam contra o racismo. 

A cidade de Milão também disse presente contra o racismo.

Na capital belga, em Bruxelas, os protestos localizaram-se na área central da cidade, onde existe uma grande comunidade de africanos e afrodescendentes. 

Em Lausana, na Suiça, centenas de pessoas prestaram homenagem a George Floyd.

Em Budapeste, os manifestantes estiveram mais de 8 minutos de joelhos e em silêncio contra a xenofobia e o racismo.

No meio da grave crise causada pela pandemia da covid-19, o Brasil também se manifestou em solidariedade com o movimento Black Lives Matter. A AFP, relatou manifestações em Brasília e em São Paulo, mas os protestos também eram contra Bolsonaro, viam-se cartazes “contra o racismo e o fascismo” e “todos pela democracia”. Ao mesmo tempo, um grupo menor de manifestantes pró-Bolsonaro também se juntava em Brasília, onde se reúnem todos os fins de semana minimizando os efeitos da covid-19, já que Bolsonaro a descreve como uma “gripezinha”.