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DocLisboa com programação dedicada ao Trabalho

A edição deste ano do festival internacional de cinema documental terá um formato diferente, com programação em seis momentos ao longo de uma semana em cada mês, tirando o primeiro momento que decorre entre 22 de Outubro e 1 de Novembro. Terá uma secção dedicada às questões laborais e a Retrospetiva deste ano é dedicada ao cinema da Geórgia.
Still do filme "Underground", de Jeong-keun Kim
Still do filme "Underground", de Jeong-keun Kim

A 18ª edição do Festival Internacional de Cinema DocLisboa terá lugar nas salas do cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal. Este ano, o festival apresenta uma programação em seis momentos, espalhados ao longo de uma semana em cada mês entre 22 Outubro a 10 de Março. A exceção será o primeiro momento, que decorre entre 22 de Outubro e 1 de Novembro.

O festival vai abrir com o filme “Nheengatu – A Língua da Amazónia”, de José Barahona (em estreia mundial com a presença do realizador), que nos leva numa viagem pelo rio Negro, Brasil. O encerramento fica a cargo da realizadora alemã Ulrike Ottinger com o seu documentário “Paris Calligrammes”, estreado na última edição do Festival de Berlim. Nele, Ottinger partilha as suas memórias sobre a Paris dos anos 60, dos encontros com Sartre e Simone de Beauvoir ao Maio de 68 e movimentos pela independência da Argélia.

O DocLisboa este ano trará a foco o cinema da Geórgia, numa retrospectiva que “explora a variedade e complexidade do cinema deste país, criando uma relação entre o passado e o presente, construindo um mosaico temporal desde o cinema mudo inicial até ao novo folêgo de produção dos anos 2010”. Esta será projetada nas salas da Cinemateca Portuguesa.

Já a secção dedicada às questões laborais, direitos humanos e questões sociais relacionadas com o trabalho, intitulada “Corpo de Trabalho”, propõe lançar diferentes reflexões sobre o tema a partir de filmes de realizadores como Harun Farocki ("Workers Leaving the Factory"), Jonas Heldt ("Automotive"), Elisa Cepedal ("El trabajo o a quién le pertenece el mundo") ou Carole Roussopoulos ("The Prostitutes of Lyon Speak").

Adicionalmente, na plataforma online de documentários DAFilms.com, vai haver um ciclo entre os dias 22 de Outubro e 3 de Novembro que pretende fazer “um mapeamento histórico da evolução da presença no trabalho nas nossas vidas” ao longo do último século, com o objetivo de “estabelecer novos diálogos entre passado e presente através de uma diversificada proposta de objectos cinematográficos que tanto têm de poético como de acutilante”.

A 28 de outubro irá decorrer o debate  online “Thinking Labour Practices Through Film”, sobre a relação entre “o cinema, o trabalho e as suas representações cinematográficas”.

A programação completa do festival será revelada a 12 de outubro, em conferência de imprensa. Mais informações aqui.

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