Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse para um segundo mandato como Presidente da República e no seu discurso defendeu que é preciso "melhor democracia, onde a liberdade não seja esvaziada pela pobreza, pela ignorância, pela dependência ou pela corrupção, onde a inclusão, a tolerância, o respeito por todos os portugueses, para além do género, do credo, da cor da pele, das convicções pessoais, políticas e sociais não sejam sacrificados ao mito do português puro, da casta iluminada, dos antigos e novos privilegiados".
Na reação ao discurso de tomada de posse, Catarina Martins classificou-o de ”interessante, importante e bem pensado para este dia”. E acrescentou que acompanha o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa nos seus “três pontos fundamentais”.
Em primeiro lugar, o da “afirmação de que Portugal e a democracia portuguesa conta com a diversidade da sua população e respeita essa mesma diversidade”. Em segundo lugar, o da “ideia de que muita da nossa fragilidade decorre da falta de investimento estrutural nos últimos anos”. E em terceiro lugar, “e não menos importante, aliás de toda a emergência, a responsabilidade das políticas públicas para acorrerem àqueles que são mais sacrificados com a pandemia, àqueles que sofrem simultaneamente a pandemia sanitária, a social e a económica”.
“Para o Bloco, o investimento estrutural é importante, a nossa prioridade é responder a quem mais perdeu com a crise e seguramente que acreditamos numa democracia que convive bem e respeita a pluralidade do seu povo”, concluiu a coordenadora bloquista.