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Dirigentes sindicais criticam “fechamento sectário da CGTP”

Em causa está a eleição da futura comissão executiva. 15 dirigentes de sindicatos da CGTP lamentam o fechamento político da próxima direção a outras sensibilidades.
Dirigentes sindicais criticam “fechamento sectário da CGTP”

15 dirigentes de sindicatos da CGTP divulgaram um comunicado no qual lamentam a ausência de debate e o “fechamento político” da próxima direção da central que será eleita no congresso dos próximos dias 14 e 15 de fevereiro.

O nome de Isabel Camarinha foi proposto para suceder a Arménio Carlos como secretária-geral da CGTP, embora ainda não se conheçam os elementos a indicar para a futura comissão executiva, principal órgão da CGTP.

Para os subscritores do comunicado, a “proposta de composição da comissão executiva é o exemplo do fechamento sectário da CGTP, com a deliberada exclusão da sensibilidade que se exprimiu no manifesto: Trabalho de base, participação, pluralismo interno e democracia sindical: condições para uma CGTP forte e com futuro” e com a desconsideração das suas propostas”. O manifesto pede mais democracia e pluralismo, designadamente ao nível da comissão executiva, dando espaço a mais correntes dentro da CGTP.

“Num congresso que devia abrir caminhos de ampliação e inclusão, o estreitamento, a ausência de renovação política e a exclusão de opiniões é um sinal preocupante sobre o futuro”, lê-se no documento subscrito pelos dirigentes sindicais.

Os signatários lamentam ainda que temas como novas formas de trabalho precário — outsorcing e a “uberização” — o combate às desigualdades salariais com base no género e dentro da mesma empresa, e a resposta sindical às alterações climáticas, “foram totalmente secundarizados”. Assinalam ainda que o debate sobre a ligação da CGTP aos movimentos e sindicatos que promovem as greves climáticas e feministas continua por fazer, bem como “propostas imprescindíveis” como a “possibilidade da pluralidade de listas, de eleição profissional, do respeito pelo direito de tendência ou da garantia de diversidade na composição dos órgãos foram rejeitadas”.

Entre os signatários do documento estão a vice-presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Albertina Pena, a dirigente da FNAM (Federação Nacional dos Médicos), Tânia Russo, Francisco Alves do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras (SITE), Joaquim Piló, presidente do Sindicato Livre dos Pescadores, ente outros.

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