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Diretores hospitalares apelam a reforço de meios humanos e materiais do SNS

Os diretores de serviços de doenças infeciosas dos maiores hospitais do país pedem ao Governo que implemente medidas “mais robustas” de contenção de futuras vagas epidémicas. E recomendam uma “modificação profunda do modelo atual de comunicação em saúde”.
Foto: Alejandra De Lucca V./Minsal/Fotos Públicas.

No comunicado conjunto citado pela agência Lusa, os diretores dos Serviços de Doenças Infeciosas dos maiores hospitais portugueses e do Colégio da Especialidade de Doenças Infeciosas da Ordem dos Médicos alertam que o executivo deverá preparar desde já um plano que permita evitar vagas epidémicas consecutivas.

Os responsáveis exortam o Governo, em particular o ministério da Saúde, a adotar medidas “mais robustas” de contenção dos futuros focos emergentes e alertam para a urgência de capacitar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos meios humanos e materiais necessários.

Na missiva defendem ainda uma “modificação profunda do modelo atual de comunicação em saúde adotado pelos principais responsáveis, que esgotou totalmente as suas potencialidades e já não consegue mobilizar os portugueses”.

Os diretores dos serviços de doenças infeciosas afirmam-se solidários com todos os profissionais de saúde e apelam a todos os médicos, das diferentes especialidades, para que não abandonem os colegas que estão na primeira linha. Expressam igualmente a sua preocupação com o impacto da pandemia na formação médica pré e pós-graduada.

Os signatários desta tomada de posição conjunta declaram o seu apoio a todas as “medidas de confinamento que maximizem o efeito protetor conferido pelo distanciamento social, mesmo as que têm maior impacto na economia, pois o tempo atual é o da saúde que, se for bem-sucedido, poderá contribuir para a desejada recuperação económica”. Nesse sentido, apelam a que a população siga as recomendações da Direção-Geral da Saúde e deixam uma mensagem de esperança “com a certeza de que esta, como anteriores pandemias, também será debelada”.

Ainda que se afirmem satisfeitos com a campanha de vacinação contra a covid-19, defendem que as prioridades que foram definidas devem ser reavaliadas e eventualmente alteradas.

O documento é assinado pelo diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, Álvaro Ayres Pereira, o diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de S. João, António Sarmento, e o presidente do Colégio da Especialidade de Doenças Infeciosas da Ordem dos Médicos, António Vieira.

Constam ainda entre os signatários Fernando Maltez, diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Kamal Mansinho, diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Ocidental, Rui Sarmento e Castro, diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário do Porto, e Saraiva da Cunha, diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

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