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Direita vence as eleições na Croácia

Os conservadores da Comunidade Democrática Croata (HDZ), do primeiro-ministro Andrej Plenković, venceram as eleições legislativas deste domingo na Croácia. Por Jorge Martins.
Andrej Plenković
Andrej Plenković. Foto de Annika Haas (EU2017EE) | Flickr

De acordo com os resultados preliminares e com a quase totalidade dos boletins contados, o HDZ obteve 37,3 % dos votos e 66 dos 151 lugares parlamentares, um avanço face a 2016, quando a coligação  liderada por Andrej Plenković se ficou pelos 33,4% e 59 eleitos.

A grande derrotada foi a coligação de centro-esquerda Restart, encabeçada por Davor Bernardić, líder dos social-democratas, que se ficou pelos 24,9% e 41 deputados. Há quatro anos, a chamada Coligação Popular obtivera 33,2% e 56 parlamentares.

Em terceiro lugar, ficou a coligação agregada em torno do Movimento Patriótico de Miroslav Škoro (DPMŠ). Este, um populista que foi candidato presidencial, juntou nela várias forças políticas da direita populista e nacionalista e algumas da extrema-direita. Conseguiu 10,9% dos sufrágios e elegeu 16 deputados.

Seguiu-se o partido da Ponte das Listas Independentes (Most), formação de centro-direita, liderada por Božo Petrov, que conseguiu 7,4% dos votos e 8 eleitos, uma descida face às últimas eleições em que atingira 13,5% e elegera 19 parlamentares.

A coligação Verde-Esquerda (Z-LK), que integrou várias formações ecologistas, do centro-esquerda e da esquerda, obteve um bom resultado, com 7,0% dos votos e 7 lugares no Parlamento.

Por seu turno, a aliança entre o liberal Inteligência (Pametno) e o novo partido Foco (Fokus), encabeçada pela líder do primeiro, Marijana Puljak, conseguiu 4,0% dos votos e elegeu 3 parlamentares.

Quem sofreu uma derrota expressiva foi o social-liberal Partido Popular Croata-Liberal Democratas (HNS-LD), de Predrag Štromar, que sofrera uma cisão e quedou-se por uns modestos 1,3% e um único eleito. Em 2016, concorrera no seio da Coligação Popular e assegurara 8 lugares.

Das restantes forças políticas, apenas o liberal Partido Popular-Reformistas (NS-R), de Radimir Čačić, que obteve 1,0% dos votos, conseguiu representação parlamentar, ficando com um deputado no Parlamento.

Os restantes oito lugares são reservados às minorias étnicas, sendo três para os sérvios, um para os italianos, um para os húngaros, um para checos e eslovacos, um para outros povos da ex-Jugoslávia e albaneses e o outro para as restantes nacionalidades reconhecidas como minorias.

Ainda não há dados sobre a participação eleitoral, mas esta terá sido inferior à de 2016, quando se quedara pelos 52,6%.

Face a estes resultados, tudo indica que o HDZ terá uma maioria suficiente para governar. Mesmo que não consiga suporte de outras forças políticas mais representativas, tem já garantido o apoio dos deputados únicos do HNS-LD e do HS-R e dos representantes das minorias étnicas.

Sobre o/a autor(a)

Professor. Mestre em Geografia Humana e pós-graduado em Ciência Política. Membro da coordenadora concelhia de Coimbra do Bloco de Esquerda
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