O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), que foi ministro das finanças do governo de Lionel Jospin e que se esperaria ser candidato às presidenciais de Maio de 2012 pelo Partido Socialista, é acusado, segundo o Departamento de Polícia de Nova York, de “acto sexual criminoso, tentativa de estupro, e de prisão ilegal no âmbito de um abuso sexual de uma camareira de 32 anos”.
A sua apreensão ocorreu no aeroporto de Kennedy. Dois detectives da Autoridade Portuária impediram que Strauss-Kahn abandonasse o país dez minutos antes da descolagem do avião da Air France.
A camareira do Sofitel em Manhattan alega que entrou na suite de Strauss-Kahn pensando que a mesma estaria desocupada e que foi atacada pelo director do FMI, tendo sido abusada sexualmente por duas vezes e sido mantida trancada no quarto de hotel. Depois de se debater e se conseguir libertar, a camareira terá informado os seus colegas, que chamaram a polícia. Segundo noticia o New York Times, quando as autoridades chegaram ao local, Strauss-Kahn já teria abandonado o hotel. A funcionária terá então sido encaminhada para o hospital para receber tratamento a ferimentos ligeiros.
Em 2008, o actual director-geral do FMI viu-se envolto num escândalo sexual quando se envolveu com uma das directoras de um dos departamentos do FMI. O fundo decidiu apoiá-lo e Strauss-Kahn pediu desculpas aos funcionários do banco e à sua esposa, Anne Sinclair, uma jornalista francesa nascida nos EUA.