Director-geral do FMI detido por abuso sexual

15 de maio 2011 - 9:36

Dominique Strauss-Kahn foi obrigado a sair do avião com destino a Paris minutos antes de este descolar. As acções de que é acusado terão ocorrido horas antes numa suite de luxo de um hotel em Midtown Manhattan.

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Director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Foto de International Monetary Fund, Flickr.

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), que foi ministro das finanças do governo de Lionel Jospin e que se esperaria ser candidato às presidenciais de Maio de 2012 pelo Partido Socialista, é acusado, segundo o Departamento de Polícia de Nova York, de “acto sexual criminoso, tentativa de estupro, e de prisão ilegal no âmbito de um abuso sexual de uma camareira de 32 anos”.

A sua apreensão ocorreu no aeroporto de Kennedy. Dois detectives da Autoridade Portuária impediram que Strauss-Kahn abandonasse o país dez minutos antes da descolagem do avião da Air France.

A camareira do Sofitel em Manhattan alega que entrou na suite de Strauss-Kahn pensando que a mesma estaria desocupada e que foi atacada pelo director do FMI, tendo sido abusada sexualmente por duas vezes e sido mantida trancada no quarto de hotel. Depois de se debater e se conseguir libertar, a camareira terá informado os seus colegas, que chamaram a polícia. Segundo noticia o New York Times, quando as autoridades chegaram ao local, Strauss-Kahn já teria abandonado o hotel. A funcionária terá então sido encaminhada para o hospital para receber tratamento a ferimentos ligeiros.

Em 2008, o actual director-geral do FMI viu-se envolto num escândalo sexual quando se envolveu com uma das directoras de um dos departamentos do FMI. O fundo decidiu apoiá-lo e Strauss-Kahn pediu desculpas aos funcionários do banco e à sua esposa, Anne Sinclair, uma jornalista francesa nascida nos EUA.