A manifestação desta segunda feira em Compostela, no dia da Pátria Galega, juntou mais de 20.000 pessoas que encheram a Praça da Quintana, onde terminou o desfile e intervieram Guillerme Vázquez, porta-voz do Bloco Nacionalista Galego (BNG), Teresa Táboas e Iria Aboi. O Bloco esteve presente nas comemorações, com uma delegação composta pelos deputados Luís Fazenda, Catarina Martins, Cecília Honório e Mariana Aiveca.
Na sua intervenção, o porta-voz do BNG começou por assinalar que a Galiza se encontra numa “situação de emergência nacional”, “causada pela acção combinada do governo Central e da Junta [governo da Galiza], e também por anos de aplicação de políticas europeias, de neoliberalismo, de centralismo, que nos levaram a um beco sem saída”. Face a estas políticas, Vázquez defendeu “Soberania, Democracia e Trabalho Digno”.
O porta-voz do BNG denunciou também que a “União Europeia fixa condições leoninas e asfixia os povos europeus, para garantir os juros da banca alemã”, “não resgatam Grécia, Irlanda ou Portugal, simplesmente os afogam”, e defendeu que é preciso “derrubar o actual edifício para construir outro: democrático, dos povos e da coesão social e territorial, e sobretudo uma Galiza soberana noiutra Europa”.