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Dezenas de milhares de professores exigem contagem integral do tempo de serviço

Docentes desfilaram em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio exigindo a contagem integral de 9 anos 4 meses e 2 dias de serviço. Em declaração ao esquerda.net, Catarina Martins afirmou que a “luta dos professores é também uma luta de todos os trabalhadores”.
Pela contagem integral do tempo de serviço dos professores, 9A4M2D - Foto de Paula Nunes
Pela contagem integral do tempo de serviço dos professores, 9A4M2D - Foto de Paula Nunes

Segundo as dez organizações sindicais que convocaram o protesto, mais de 80.000 terão participado na manifestado, que encheu o centro da capital.

Ao esquerda.net, a coordenadora do Bloco de Esquerda salientou que, em primeiro lugar, “a luta dos professores pela contagem do tempo de serviço é a luta por um direito que é seu”, enquanto trabalhadores.

Catarina Martins realçou  que é também “uma luta pela Escola Pública”, lembrando que ser docente é uma carreira que tem sido desvalorizada, o que “é um problema para cada um dos professores e professoras, mas é também um problema para todo o país e para a Escola Pública”.

A coordenadora bloquista destacou ainda que a “luta dos professores é também uma luta de todos os trabalhadores”, na medida em que exigem respeito pela sua carreira, defendem a dignidade do trabalho em Portugal, “em todas as carreiras e em todas as profissões”.

A concluir, sublinhou que o Bloco está solidário, “desde o primeiro dia”, para garantir a contagem integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Mário Nogueira anuncia novas formas de luta

No final da manifestação, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira anunciou que caso o decreto do governo não seja alterado os professores prosseguirão a luta pela contagem intergal do tempo de serviço e esclareceu as formas de luta que serão realizadas.

“Convocaremos greve às avaliações de final de ano, a partir de 6 de junho, caso, até essa altura, o decreto-lei do Governo não seja alterado na Assembleia de República, sendo contabilizados os nove anos, quatro meses e dois dias em que os professores trabalharam”, anunciou Mário Nogueira.

O líder da Fenprof anunciou ainda que os professores realizarão uma Manifestação Nacional a 5 de outubro, que é Dia Mundial do Professor e, este ano, véspera de eleições legislativas.

Joana Mortágua também falou ao esquerda.net, sublinhando que o Bloco de Esquerda assumiu um compromisso com os professores e as professoras e vai cumpri-lo:

Notícia atualizada às 23.50h de 23 de março de 2019

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