Em plenário decorrido no dia 22 de janeiro, os trabalhadores do Dinheiro Vivo decidiram “por unanimidade, a suspensão dos contratos de trabalho na sequência da total ilegalidade que constitui a falta de pagamento de vencimentos devidos por lei aos trabalhadores”, pode ler-se numa nota emitida no final do plenário e citada pela Lusa. Os trabalhadores decidiram também “utilizar o site e o caderno semanal do Dinheiro Vivo como meios de luta”.
Referem ainda que continuam a “aguardar uma decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social”. Recorde-se que, na semana passada, o presidente do Global Media Group referiu que o World Opportunity Fund - fundo que controla este grupo de comunicação social - não está disponível para transferir dinheiro para pagar os salários em atraso até que haja uma decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social bem como até que seja retirada uma previdência cautelar interposta por Marco Galinha.
“Sublinhamos a urgência desta decisão atendendo às atuais condições de trabalho no grupo, cada vez mais degradadas e insustentáveis a curto prazo, repudiando totalmente ser usados como reféns numa guerra de acionistas”, referiram os trabalhadores.
O plenário exigiu ainda “aos acionistas minoritários do Global Media Group a clarificação das suas posições bem como os processos negociais em que estão envolvidos e se estes implicam a separação dos títulos e das marcas”.
Para os trabalhadores, “é imperativo conhecer o futuro, não só do Dinheiro Vivo, mas também dos restantes meios”, destacando ainda que repudiam “o desinvestimento acelerado e o clima de instabilidade que tem assolado a redação do Dinheiro Vivo bem como todas as outras do grupo”.
Fundado em 2011, o Dinheiro Vivo contava então com 31 jornalistas. Atualmente, tem uma redação com dez jornalistas, entre os quais um diretor e duas editoras.
Os trabalhadores do Dinheiro Vivo mostram-se solidários “com todas as formas de luta que os camaradas do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias, de O Jogo, da TSF, da Global Imagens, dos demais títulos do GMG e de todos os serviços partilhados têm encetado”.
Recorde-se que os trabalhadores do Jornal de Notícias e d’O Jogo avançaram também com suspensões de contrato. Por seu turno, os trabalhadores do Diário de Notícias exigiram o pagamento dos salários até 31 de janeiro, com a promessa de avançar para greve por tempo indeterminado se tal não acontecer.