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Derrame Golfo México: plataforma tinha alarmes desligados

Os sistemas de alarme da plataforma petrolífera Deepwater Horizon estavam desligados quando se verificou a explosão. A medida visava permitir aos trabalhadores dormir melhor, mas a desactivação de segurança terá implicações para a BP.
Em 45 dias, cerca de 36 milhões de litros de crude foram despejados nas águas do Golfo do México.

Segundo o Público, os alarmes tinham sido desligados de modo a que os trabalhadores dormissem melhor, não sendo acordados por falsos alarmes, situação apurada agora pela investigação federal norte-americana ao desastre.

Um dos principais técnicos que trabalham para a Transocean, a empresa de prospecções petrolíferas responsável pela plataforma onde morreram 11 pessoas, revelou esta informação ao painel federal que em Nova Orleães investiga as causas do desastre. Mike Williams estava encarregue de manter os sistemas electrónicos daquela exploração, segundo noticia este sábado o jornal britânico The Guardian.

Os sensores que normalmente controlam as condições de funcionamento da plataforma Deepwater Horizon e do poço de petróleo Macondo, por baixo dela, ainda estavam a funcionar, mas o computador recebera instruções para não desencadear quaisquer alarmes, mesmo no caso de eles detectarem que algo não estava a correr bem.

A provar-se a desactivação deliberada dos mecanismos de segurança, a BP e a Transocean, a maior empresa mundial de exploração offshore, ficaram ainda em piores condições no apuramento do grau de gravidade das responsabilidades daquele que já é considerado o maior desastre ambiental na história dos Estados Unidos.

No entanto, adianta o The Guardian, isto poderá descentralizar as culpas da multinacional britânica para a empresa que em última análise tomou a decisão de desligar os alarmes. Das 126 pessoas que naquele dia estavam na plataforma, sete trabalhavam para a BP e 79 para a Transocean.

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