Derrame de combustível provoca catástrofe ambiental num rio do norte da Rússia

03 de junho 2020 - 13:45

Fuga de 20 mil toneladas de produtos petrolíferos de central termoelétrica em Norilsk, no Ártico. Agência de Pescas do país diz que o rio Ambarnaya demorará décadas a recuperar do sucedido.

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Imagem do rio Ambarnaya poluído. Foto do WWF/Twitter.
Imagem do rio Ambarnaya poluído. Foto do WWF/Twitter.

A 29 de maio, um tanque de combustíveis perdeu pressão e começou a verter combustível e lubrificantes, causando um fogo numa área de 350 metros quadrados. O rio próximo da central elétrica onde este incidente ocorreu vai demorar décadas a recuperar.

Esta fuga aconteceu na central termoelétrica de uma pequena e remota cidade russa do Ártico, Norilsk, que tem 180 mil habitantes. Uma localidade construída à volta do principal produtor mundial de níquel e de paládio, a Norilsk Nickel. A entrada de cidadãos estrangeiros nesta cidade requer um visto especial. A empresa assegura que está a fazer todos os possíveis para lidar com o derrame e que trouxe especialistas de Moscovo para que a poluição não se dissemine ainda mais e para retirarem o combustível do rio entre dez a 14 dias. Terão entretanto sido removidos 500 metros cúbicos de produtos poluentes e equipa de 90 trabalhadores continua no local.

As autoridades locais declaram situação de emergência

Terão vertido 20 mil toneladas de produtos derivados de petróleo para o rio Ambarnaya. A escala do acidente fez Dmitry Klokov, porta-voz da Agência Estatal para as Pescas, citado pela Reuters, a classificá-lo como uma catástrofe ambiental, sublinhando que vão demorar décadas antes que seja possível uma regeneração do curso fluvial e de todo o sistema aquífero de Norilo-Pyasinsky.

Ainda assim, as barreiras flutuantes colocadas na água terão permitido conter a poluição, impedindo-a de chegar a um grande lago da região, segundo a associação ambientalista World Wild Fund, que requer uma monitorização da qualidade da água para assegurar que esta não se está a espalhar ainda mais.