A deputada, que pretendia verificar directamente a situação em El Aaiun, afirma que as forças marroquinas a conduziram de “forma vulgar, humilhante e insultuosa”, como mulher, para a deportação obrigatória.
Sevim Dagdelem salienta que “se as autoridades tratam desta forma um ou uma parlamentar com imunidade diplomática (…) é fácil de imaginar como estas autoridades tratam os direitos dos cidadãos saharauís”.
As autoridades marroquinas continuam a proibir a entrada de personalidades, parlamentares, jornalistas, observadores internacionais e ONG's em El Aaiun, impedindo que verifiquem directamente a situação após a destruição do acampamento de Gdeim Izik. Segundo a última declaração do Ministério Saharauí da Informação o ataque das forças marroquinas e o desmantelamento do Acampamento da Liberdade provocaram dezenas de mortos, 2.400 detidos e mais de 2.000 desaparecidos.