A iniciativa, convocada sob o lema “Vamos acordar o Gaspar”, tinha como objectivo esclarecer o ministro das Finanças sobre as “consequências, na vida das pessoas com deficiência e das suas famílias, do orçamento que fez aprovar”.
Durante o protesto, Manuela Ralha, do movimento (d)Eficientes Indignados, referiu, em declarações à agência Lusa, que cerca de 90% das pessoas com deficiência está em situação de desemprego e que, a par da "má imagem que os empregadores" têm das mesmas, o fim dos programas de trabalho protegido na Administração Pública "veio acrescentar muito mais às listas de pessoas com deficiência que estão no desemprego".
O movimento alertou também para as consequências da "alteração dos escalões de IRS para pessoas com deficiência que trabalham", que levou a que algumas destas passassem a pagar “700 por cento a mais de IRS do que pagariam".
Os (d)Eficientes Indignados reivindicaram o "aumento das deduções à coleta" que permitam "fazer uma vida mais digna", para que a deficiência "não seja motivo de exclusão e pobreza".
"Embora tenhamos aquele extra de 1.900 euros de patamar, que podem descontar anualmente, e, como temos custos acrescidos inerentes à deficiência para podermos trabalhar e para as deslocações, pedimos que atentem a um regime de exclusão, que aumentem as deduções à coleta", frisou Manuela Ralha.
O valor irrisório das "pensões sociais de invalidez de 190 euros e das pensões de invalidez de 214 euros" também foi motivo de protesto, assim como o desinvestimento do governo no setor da educação especial, que se traduz na "reinstitucionalização das crianças com deficiência, quando o Estado assumiu o compromisso de as integrar no ensino regular".