Custos de trabalho em Portugal têm maior queda da UE

20 de março 2015 - 15:22

Estatística do Eurostat mostra que no último trimestre de 2014 os custos laborais em Portugal tiveram uma queda de 8,8%, a maior de toda a UE. Entre 2008 e 2013, a queda dos custos laborais foi de 5,1% em Portugal; no mesmo período, cresceram na Alemanha 12,2% e na Holanda aumentaram 11,7%.

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Os governos da Alemanha e da Holanda exigiram "competitividade" aos salários dos países do Sul da Europa, que tiveram grandes reduções dos custos de trabalho com a imposição da austeridade. Mas os custos laborais naqueles dois países aumentaram12,2% e 11,7% respectivamente. Foto de Paulete Matos
Os governos da Alemanha e da Holanda exigiram "competitividade" aos salários dos países do Sul da Europa, que tiveram grandes reduções dos custos de trabalho com a imposição da austeridade. Mas os custos laborais naqueles dois países aumentaram12,2% e 11,7% respectivamente. Foto de Paulete Matos

Os custos laborais por hora cresceram subiram 1,1% na Eurozona e 1,4% na UE no 4º trimestre de 2014, se comparados com o mesmo período do ano anterior; mas em Portugal caíram nada menos que 8,8%, revela um estudo do Eurostat divulgado quinta-feira. Depois de Portugal, o país que teve a maior queda dos custos laborais nesse período foi Chipre (-2,2%), seguido da Croácia (-0,5%) e da Itália (-0,3%). Os países que tiveram maior aumento dos custos de trabalho foram a Roménia (7,9%) e a Estónia (6,5%).

Para chegar a estes números, o gabinete de estatísticas da União Europeia explica que os dois componentes dos custos laborais são os salários e os custos não salariais. Assim, os países do euro tiveram um acréscimo de salários por hora de 1%, ao mesmo tempo em que a componente não salarial aumentou 1,2%. Já Portugal, diz o Eurostat, registou no mesmo período uma queda de 9,7 na componente salarial e de 5,8% na parte não salarial.

Alemanha teve aumento; Portugal redução

Um outro estudo também do Eurostat, referente ao custo de trabalho por hora entre 2008 e 2013, mostra que foi na Grécia que estes custos mais caíram (-18,6%), seguida da Hungria (-5,2%) e de Portugal (-5,1%). No mesmo período, os custos de trabalho na Alemanha cresceram 12,2% e na Holanda cresceram 11,7%. Recorde-se que os governos destes dois últimos países têm sido os mais acérrimos defensores da austeridade e do que chamam de aumento da “competitividade” dos países do Sul da Europa, baseada na redução dos custos laborais.