Devem os cuidados ser uma responsabilidade exclusiva das famílias, do Estado ou da sociedade civil? O Estado deve remunerar os cuidadores informais ou criar empregos para cuidadores profissionais? Por que razão as profissões mais essenciais são, tantas vezes, as menos valorizadas?
Estas são as respostas a que os sociólogos José Soeiro e Mafalda Araújo, bem como uma das fundadoras da Associação Nacional de Cuidadores Informais, Sofia Figueiredo, procuram responder.
“Em algum momento das nossas vidas, todos precisaremos dos cuidados de outros e todos seremos, provavelmente, cuidadores de alguém”, pode ler-se no livro que procurou enquadrar a situação de cerca de 800 mil pessoas que prestam cuidados informais a idosos, dependentes, doentes crónicos ou pessoas com deficiência.
Para os autores, “este trabalho invisível e marginalizado, levado a cabo com enorme sacrifício pessoal e, muitas vezes, incomportável prejuízo para quem o assume, representa, na verdade, 4 mil milhões de euros por ano”.
Perante este cenário, e antevendo um aumento exponencial da necessidade de cuidados nas próximas décadas, “é nosso dever enquanto sociedade prepararmo-nos e procurar respostas adequadas que não excluam uma parte importante e ativa do seu todo”, explicam.
O livro, publicado pela editora Objectiva, estará amanhã disponível nas livrarias em todo o país.