Quatro trabalhadores do call center do grupo CUF no edifício Entreposto, em Moscavide, testaram positivo ao covid-19. A denúncia partiu do Sindicato dos Trabalhadores de Call Center - Tás Logado.
Segundo o comunicado público do Sindicato, a CUF “não comunicou à Direção-Geral de Saúde, nem à medicina do trabalho os referidos casos”, tendo a estrutura representativa dos trabalhadores comunicado às autoridades de Saúde o sucedido. No entanto, a DGS “não respondeu oficialmente ao STCC” nem aos trabalhadores.
“É importante salientar igualmente que os 4 trabalhadores/as em causa, trabalham todos/as no mesmo piso e sala, sala essa que foi encerrada no início da semana e os restantes colegas mandados para casa, sem qualquer explicação ou teste”, uma vez que, afirma o Sindicato, “a administração do call center da CUF não se dignou a comunicar a situação a qualquer entidade competente”.
No entanto, alertam ainda, “apenas essa sala especificamente foi encerrada. A outra sala da mesma empresa/campanha continua a laborar normalmente, em trabalho presencial no mesmo edifício, onde aliás, outras empresas como a Konecta têm igualmente centros de contacto a laborar atualmente”.
Apesar do foco infeccioso, a CUF continua “à data de hoje a contactar os seus trabalhadores para o regresso imediato ao trabalho presencial, trabalhadores e trabalhadoras que estão neste momento a cumprir as suas funções normalmente em regime de teletrabalho, tal como os 4 colegas infectados/as, que até fins de Junho estavam em casa a trabalhar e foram ‘convidados’ a regressar ao edifício nessa altura”.
E acrescentam ainda que, no edifício em causa, “além de laborarem outras empresas/campanhas como dissemos anteriormente, com espaços comuns para pausas, refeições e acessos, que a CUF não estava até à confirmação do primeiro caso positivo a fazer quaisquer esforços, não só no sentido de se cumprirem normas obrigatórias de higienização e distanciamento dos espaços comuns, como não estava sequer a facultar os necessários equipamentos de protecção individual a todos/as trabalhadores/as”.