NATO

Contra-cimeira da NATO teve manifestação este domingo em Haia

22 de junho 2025 - 21:39

A manifestação contra a cimeira da NATO ganhou uma nova relevância com o recente ataque ao Irão, à sua capital Teerão e às suas instalações nucleares, pela parte de Israel e EUA, principal país da NATO.

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Paulo Pinto e Igor Constantino, em Haia

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Manifestação da contra-cimeira da NATO em Haia
Manifestação da contra-cimeira da NATO em Haia. Fotos dos autores,

Convocada por uma coligação de organizações de esquerda, a "Counter-Summit Coalition for Peace and Justice" organizou um dia de debate e workshops no dia 21 e este protesto no domingo em Haia, sede do governo, do Tribunal Penal Internacional e Tribunal Internacional de Justiça.  

Estiveram presentes várias organizações da esquerda Neerlandesa, como o o Revolutionair Socialistisch Partij (RSP) e o grupo de juventude ROOD (Vermelhos), que convidaram os Jovens do Bloco a estar presentes, mas também o Novo Partido Comunista dos P.B.(NCPN), o deputado nacional do Socialistisch Partij (SP), Jimmy Dijk, vários activistas do Partido dos Trabalhadores da Bélgica (PTB/PVdA), e uma grande delegação do KKE grego. Nos Paises Baixos, Bélgica ou Alemanha, é também normal que nestes protestos e nos contra o genocídio na Palestina estejam presentes e identificados os partidos políticos dos países de origem da população imigrante, sobretudo da Turquia.

De entre as várias intervenções destacou-se a de uma ativista feminista iraniana, que depois de descrever os vários problemas do regime iraniano, e as décadas de repressão sobre as mulheres, reforçou que não será pela intervenção do imperialismo ocidental que as mulheres iranianas serão libertadas.

Manifestação da contra-cimeira da NATO em Haia
Manifestação da contra-cimeira da NATO em Haia

Desde que no último ano Mark Rutte passou de primeiro ministro neerlandês a secretário geral da NATO, tem sido uma presença assídua nos meios de comunicação locais e europeus, sendo o mais fervoroso defensor da iminência da guerra com a Rússia, do aumento ainda mais rápido do orçamento militar dos Países Baixos e de toda a UE, dizendo claramente que isso deve ser feito em detrimento de outras despesas como saúde ou educação. Ao mesmo tempo, tudo o que tem feito desde que tomou posse é apaziguar e atenuar as declarações e ações inenarráveis de Donald Trump.

Haia, Amsterdão e outras cidades têm sido palco de manifestações de massas contra o genocídio da Palestina e a política bárbara de Israel, que agora se tornou uma ameaça ainda maior à paz entre os povos. Esta onda de protestos conta sempre com uma forte participação da população muçulmana e de origem árabe, mas também de toda a população neerlandesa, que como o resto da Europa, nas últimas semanas teve um certo despertar de raiva e oposição à situação na Palestina. Vemo-nos obrigados, tanto em Portugal como no estrangeiro, a voltar a sair à rua em massa para mostrar a nossa oposição a mais uma ameaça de guerra causada pelos EUA.


Paulo Pinto e Igor Constantino, em Haia