Convocada por uma coligação de organizações de esquerda, a "Counter-Summit Coalition for Peace and Justice" organizou um dia de debate e workshops no dia 21 e este protesto no domingo em Haia, sede do governo, do Tribunal Penal Internacional e Tribunal Internacional de Justiça.
Estiveram presentes várias organizações da esquerda Neerlandesa, como o o Revolutionair Socialistisch Partij (RSP) e o grupo de juventude ROOD (Vermelhos), que convidaram os Jovens do Bloco a estar presentes, mas também o Novo Partido Comunista dos P.B.(NCPN), o deputado nacional do Socialistisch Partij (SP), Jimmy Dijk, vários activistas do Partido dos Trabalhadores da Bélgica (PTB/PVdA), e uma grande delegação do KKE grego. Nos Paises Baixos, Bélgica ou Alemanha, é também normal que nestes protestos e nos contra o genocídio na Palestina estejam presentes e identificados os partidos políticos dos países de origem da população imigrante, sobretudo da Turquia.
De entre as várias intervenções destacou-se a de uma ativista feminista iraniana, que depois de descrever os vários problemas do regime iraniano, e as décadas de repressão sobre as mulheres, reforçou que não será pela intervenção do imperialismo ocidental que as mulheres iranianas serão libertadas.
Desde que no último ano Mark Rutte passou de primeiro ministro neerlandês a secretário geral da NATO, tem sido uma presença assídua nos meios de comunicação locais e europeus, sendo o mais fervoroso defensor da iminência da guerra com a Rússia, do aumento ainda mais rápido do orçamento militar dos Países Baixos e de toda a UE, dizendo claramente que isso deve ser feito em detrimento de outras despesas como saúde ou educação. Ao mesmo tempo, tudo o que tem feito desde que tomou posse é apaziguar e atenuar as declarações e ações inenarráveis de Donald Trump.
Haia, Amsterdão e outras cidades têm sido palco de manifestações de massas contra o genocídio da Palestina e a política bárbara de Israel, que agora se tornou uma ameaça ainda maior à paz entre os povos. Esta onda de protestos conta sempre com uma forte participação da população muçulmana e de origem árabe, mas também de toda a população neerlandesa, que como o resto da Europa, nas últimas semanas teve um certo despertar de raiva e oposição à situação na Palestina. Vemo-nos obrigados, tanto em Portugal como no estrangeiro, a voltar a sair à rua em massa para mostrar a nossa oposição a mais uma ameaça de guerra causada pelos EUA.
Paulo Pinto e Igor Constantino, em Haia