O indicador do consumo privado medido pelo Banco de Portugal registou uma quebra de 3,9% em outubro deste ano, a maior desde que se fazem os cálculos deste índice, em 1978.
O indicador coincidente do consumo privado está em queda desde dezembro de 2010, tendo-se agravado a partir de julho deste ano, com quedas superiores a 3%.
Já o Instituto Nacional de Estatística mostra que o indicador de clima económico agravou-se em outubro, mantendo a queda iniciada em julho de 2010. O INE aponta também para uma queda de 5,2%, em termos reais, do volume de negócios no comércio a retalho.
“Em outubro de 2011, quer o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da atividade económica, quer o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado, calculados pelo Banco de Portugal, caíram relativamente ao mês anterior”, afirma o documento de acompanhamento da conjuntura.
Por outro lado, o indicador da atividade económica medido por aquela instituição também caiu 2,9% em outubro face ao período homólogo de 2010. Neste caso, tratou-se da maior quebra desde abril de 2009, depois de uma descida de 2,4% no mês anterior.