Construtora do Grupo Espírito Santo despede 200 trabalhadores

03 de setembro 2011 - 5:39

A Opway, empresa detida pelo Grupo Espírito Santo e que conta com Almerindo Marques no seu conselho de administração, já anunciou o despedimento de cerca de duas centenas de trabalhadores.

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A Opway, empresa pertencente ao Grupo Espírito Santo, conta com Almerindo Marques, que transitou da empresa Estradas de Portugal (EP), no seu conselho de administração.

A construtora Opway, que foi criada em Janeiro de 2008 a partir da aquisição da SOPOL – Sociedade Geral de Construções e Obras Públicas, S.A, detida pelo grupo A. Silva & Silva e que fazia parte do consórcio liderado pela Mota-Engil que ganhou a concessão rodoviária da Grande Lisboa, pela empresa OPCA – Obras Públicas e Cimento Armado, S.A., detida pelo Grupo Espírito Santo, “está a desenvolver um processo de ajustamento da actividade, que visa prepará-la para enfrentar da melhor forma as referidas circunstâncias".

A administração da empresa, da qual faz parte Almerindo Marques, que transitou da empresa Estradas de Portugal (EP), gestora pública da rede rodoviária nacional, já veio esclarecer que este mesmo processo implica o despedimento de cerca de duas centenas de trabalhadores, argumentando que "trata-se de uma decisão necessária” para manter a viabilidade da empresa e para “prepará-la para os desafios que se avizinham e preservar a estrutura remanescente."



O grupo adianta ainda que estas adaptações resultam da “contracção do investimento público e privado em infra-estruturas, os constrangimentos no financiamento da economia e os atrasos nos prazos de recebimento” que “levaram, nos últimos anos, a um agravamento da situação financeira das empresas que actuam no sector da construção em Portugal”.

Sindicato apresenta alternativas



O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, questiona a inevitabilidade alegada pela empresa, defendendo que seria possível criar “120 mil postos de trabalho” caso se apostasse na requalificação de “milhares de estradas secundárias”, na implementação de saneamento básico em várias freguesias e na “requalificação das pequenas, médias e grandes cidades”.

Albano Ribeiro considera estas propostas “perfeitamente suportáveis” a nível económico, ao contrário de grandes obras como o TGV, a terceira travessia sobre o Tejo e o novo aeroporto de Lisboa.

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