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Confinamento: mulheres em casa quadruplicaram

Em março passado, quando fecharam as escolas foram as mulheres que mais ficaram em casa para cuidar dos menores. Segundo o Ministério do Trabalho, 81% dos trabalhadores que receberam apoio eram mulheres.
Criança a realizar tarefas escolares. Foto de Paulete Matos.
Criança a realizar tarefas escolares. Foto de Paulete Matos.

Números do Eurostat dados a conhecer pelo Jornal de Notícias mostram que a maioria significativa dos trabalhadores que deixaram de trabalhar na primeira semana em que as aulas foram suspensas o ano passado foram mulheres.

Entre 16 a 22 de março do ano passado houve 986 mil trabalhadores em casa, mais 711 mil do que se encontravam na mesma situação, devido a causas como férias, baixas, licenças, etc., em 2019. São 3,5 vezes mais.

Dois terços destes trabalhadores, 644 mil no total, eram mulheres. Isto significou um aumento de quatro vezes mais no número de mulheres em casa relativamente ao ano anterior em que tinham sido 171 mil.

Estes números podem ser complementados pelos do Ministério do Trabalho, apresentados pelo mesmo órgão de comunicação social. De entre todos os trabalhadores que foram para casa, apenas cerca de 24%, tiveram direito a usufruir da medida de excecional à família implementada pelo governo. 81% do total foram mulheres.

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