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Com a covid-19 estamos a reciclar menos

Hoje, dia 17 de maio, assinala-se o Dia Internacional da Reciclagem com a Quercus a alertar que devido à pandemia as práticas de reciclagem foram colocadas em causa e a ZERO com propostas permitirão a criação mais de 5 mil postos de trabalho diretos e permanentes neste setor. Bloco quer uma campanha nacional de divulgação de boas práticas
Reciclagem em causa por culpa da covid-19
Foto de Flávio Boaventura | Flickr

A Quercus, em comunicado, afirma que devido à pandemia as atuais práticas de reciclagem colocaram em “causa o cumprimento do estabelecido em legislação europeia” já que “em julho de 2020 deverá ser suspensa a direta deposição ou incineração de resíduos provenientes da recolha seletiva”.

A associação alerta que Portugal irá “sofrer um retrocesso na educação para a reciclagem”, bem como na “quantidade de resíduos reciclados”. Tal é consequência das restrições adotadas no âmbito da pandemia do Covid-19, para “proteger os operadores de higiene urbana, uma vez que foi feito o apelo à não separação do lixo e à sua colocação em qualquer contentor”. 

A Quercus acredita que “só iremos inverter esta tendência se for implementada, com urgência, uma Campanha que promova novamente os bons hábitos de recolha seletiva e de reciclagem.” 

“Reduzir a quantidade de resíduos é essencial para proteger os recursos, o ambiente e o planeta”

O Bloco de Esquerda considera necessária uma campanha nacional de divulgação de boas práticas nesta matéria, a ser difundida através da comunicação social. A campanha deve também ser articulada com autarquias e entidades gestoras de resíduos e promover o uso de equipamentos reutilizáveis, sempre que a situação o permita e sempre que iss mantiver a proteção da saúde pública.

Em intervenção na Assembleia da República (aceder ao vídeo abaixo), o deputado bloquista Nelson Peralta aponta ainda a criação um sistema de depósito e recolha deste tipo de resíduos (descartáveis ou reutilizáveis em fim de vida) para locais de elevada afluência de pessoas como supermercados, parques de estacionamento ou caixas automáticas de multibanco, em articulação com as autarquias e às entidades privadas responsáveis pelos espaços.

Criar 5.000 postos de trabalho

A ZERO assinala este dia com uma proposta, enviada ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, com medidas que permitirão, nos próximos anos, a criação no mínimo de mais de 5 mil postos de trabalho diretos e permanentes neste setor.

Entre os empregos de reciclagem que a ZERO propõe constam “a recolha seletiva e triagem de resíduos urbanos com cerca de 2.500 empregos, o tratamento biológico de resíduos urbanos com 1.000, a reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) com 500, a recolha e reciclagem de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) com 700, a indústria de reciclagem de plástico com 400, a recolha seletiva e reciclagem de resíduos de comércio e serviços com 300 e a reciclagem das lamas das ETAR domésticas com 100.”

Para calcular o número de postos de trabalho a criar, a ZERO avaliou a quantidade de resíduos que poderiam ser reciclados por cada fluxo de resíduos.

 

 

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