Coletivos pela justiça climática integram manifestação Vida Justa

20 de fevereiro 2023 - 12:24

Climáximo, Greve Climática Estudantil e Scientist Rebellion apelam à participação na iniciativa de dia 25 de fevereiro em Lisboa, que tem início às 15h no Marquês de Pombal com destino à Assembleia da República.

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Foto pubicada na página de Facebook do Climáximo.

O Climáximo, Greve Climática Estudantil e Scientist Rebellion Portugal sublinham que o “aumento do custo de vida dos povos nos países por todo o mundo e em Portugal é consequência de uma economia capitalista construída para ser viciada em combustíveis fósseis”.

A esse respeito, lembram os lucros milionários das petrolíferas, que triplicaram em 2022, e apontam que, ao mesmo tempo, “é devido à extração, importação e queima de gás fóssil e de outros combustíveis fósseis que atualmente estamos à beira do colapso climático”.

“A inflação com que nos bombardeiam todos os dias tem uma fonte inequívoca: a especulação que usa uma suposta falta de energia fóssil como desculpa para um aumento de preços generalizado”, escrevem em comunicado.

Os coletivos acrescentam que “a crise social que vivemos também se reflete num cenário de pobreza energética crescente, em que entre 660 a 680 mil pessoas que vivem numa situação de pobreza energética severa e que acumulam a ‘situação de pobreza monetária ou económica’ com a impossibilidade de manterem as suas casas em condições de conforto térmico”.

Neste contexto, defendem que “só um plano de mitigação baseado na ciência climática e dirigido para a justiça social e democracia energética nos permitirá garantir que todas as pessoas têm garantida uma ‘Vida Justa’ e digna”.

Para combater a crise climática e o custo de vida, Climáximo, Greve Climática Estudantil e Scientist Rebellion Portugal avançam com reivindicações concretas: - Garantia de 100% de eletricidade renovável e acessível a todas as famílias até 2025, com vista ao fim do uso de todos os combustíveis fósseis até 2030; - Criação de um serviço público de energias renováveis; - Investimento público na construção e requalificação contra a pobreza energética; - Fim de todos os novos projetos que levem ao aumento de emissões, como um novo aeroporto ou um novo gasoduto.

Os coletivos informam que irão integrar a manifestação Vida Justa do próximo dia 25 de fevereiro e apelam à mobilização para essa iniciativa.