Coadoção vai regressar ao Parlamento este ano

28 de junho 2014 - 20:40

A coordenadora do Bloco participou na Marcha do Orgulho LGBT no Porto e anunciou que voltará a propor a “legislação necessária para que todas as famílias tenham os mesmos direitos”.

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A MArcha do Orgulho LGBT no Porto voltou a juntar centenas de pessoas este sábado. Foto Portugalgay.pt

“Esta é uma batalha que fazemos e faremos sempre. Na próxima sessão legislativa lá estaremos, mais uma vez”, sublinhou Catarina Martins, em declarações à agência Lusa, lembrando que na atual sessão legislativa “a direita travou” a lei da coadoção, pondo “o preconceito à frente dos direitos das crianças”.

“Portugal é o único país do mundo” em que “o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido mas nenhum tipo de parentalidade é permitida por pessoas do mesmo sexo ou mulheres solteiras”, afirmou à agência Lusa Paula Antunes, da organização da marcha.

A 9ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto voltou a assinalar o aniversário da morte de Gisberta Salce Junior, transexual vítima de um crime de ódio no centro do Porto. Mas o tema em destaque foi a questão da parentalidade e famílias LGBT.

“Portugal é o único país do mundo” em que “o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido mas nenhum tipo de parentalidade é permitida por pessoas do mesmo sexo ou mulheres solteiras”, afirmou à agência Lusa Paula Antunes, da organização da marcha.

Catarina Martins sublinhou a importância desta Marcha, de que o Bloco de Esquerda foi co-organizador em conjunto com associações LGBT, feministas, culturais e de defesa dos Direitos Humanos. “Momentos como este são momentos em que as pessoas saem à rua para não deixar que os silêncios da discriminação e do preconceito sejam um impedimento aos direitos de todos, ao gozar da liberdade de todos”, afirmou a coordenadora do Bloco.