O arqueólogo português Cláudio Torres vai ter a sua vida retratada numa série que a televisão pública começa a transmitir esta semana.
“Cláudia Torre – Arqueologia de uma Vida” é uma série de Ricardo Clara Couto e Nuno Costa Santos produzida pela Clara Amarela Filmes. Com ela, viajamos pela vida do arqueólogo acompanhados pela voz da sua companheira Manuela Barros Ferreira.
Uma oportunidade para ficar a conhecer melhor episódios como a sua militância clandestina no Partido Comunista Português, a prisão e tortura pela PIDE, a fuga rocambolesca do país governado pela ditadura num pequeno barco, os tempos de exilado político na Roménia, o regresso e o entusiasmo revolucionário do 25 de abril, a vida académica e os seus entraves.
Isto para além do trabalho pelo qual é mais conhecido. Fixado em Mértola, o arqueólogo encontra aqui o projeto de uma vida. Enquanto faz o trabalho intelectual que populariza uma outra visão da cultura islâmica na Península Ibérica, o seu trabalho no Campo Arqueológico de Mértola dinamiza a vila alentejana.
Aos 80 anos, Cláudio Torres continua o seu trabalho no Campo Arqueológico de Mértola de que é diretor. É também fundador e diretor da revista “Arqueologia Medieval” e autor de vários livros sobre a história islâmica em Portugal como “O Gharb al-Andaluz”, “A artes islâmica no Ocidente Andaluz” e “O legado Islâmico em Portugal”. Por tudo isto foi galardoado em 1991 com o Prémio Pessoa, para além de outras distinções.
Uma vida intensa que passa agora numa minissérie a não perder. Com início no dia 14 Novembro, às 23h05, na RTP2.