Segundo a Marianne, revista semanal francesa, um conflito entre dois empresários chineses deu a conhecer a existência de uma rede privada reservada aos chineses mais ricos. A rede chama-se “Zhenghe Island” ou “Zhisland”, zhisland.com, que literalmente significa “soma positiva”.
Liu Donghua, fundador da zhisland, diz que ela junta os “ganhadores chineses” e que é a primeira plataforma da Internet que reúne “todos os gigantes dos negócios em conjunto”.
A participação na rede exige o cumprimento de um regulamento interno, que proíbe a passagem para fora da rede das informações nela divulgadas e o respeito de um código de conduta: integridade, moralidade, ética, caridade, tolerância, expressão construtiva.
Zhisland tornou-se notícia por uma polémica entre dois empresários divulgada pelo jornal South China Morning Post de Hong-Kong. Wang Ying, gestora de um fundo de investimento chinês, reagiu na rede a um artigo do fundador da empresa de informática Lenovo, que apontava aos membros da zhisland que deviam não se envolver “em debates políticos e falar apenas de questões económicas”. A polémica aumentou e Wang Ying acabou por abandonar a rede e declarar publicamente que não é “daqueles empresários que não falam de política” e que não acredita “que os responsáveis das empresas devam ajoelhar-se”.
O South China Morning Post refere ainda que esta polémica reflete uma cisão profunda na "comunidade empresarial chinesa".