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China sofre setembro mais quente desde 1961

Entre 1 e 28 de setembro, a temperatura média no país atingiu 18,5 graus Celsius, 1,5 graus acima da temperatura em anos considerados normais.
Várias partes do país estão sob fortes restrições de fornecimento de energia devido aos preços elevados do carvão motivados pela crescente procura de energia por parte do setor industrial.
Várias partes do país estão sob fortes restrições de fornecimento de energia devido aos preços elevados do carvão motivados pela crescente procura de energia por parte do setor industrial. Imagem de Rose Davies via Flickr.

É mais um sinal do aquecimento global provocado pela concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera. Neste mês de setembro, a temperatura média na China foi a mais elevada registada nesse mês desde 1961.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional chinês, entre 1 e 28 de setembro, a temperatura média no país atingiu 18,5 graus Celsius, 1,5 graus mais alta do que a temperatura em anos considerados normais. 

Este também foi o quarto setembro mais húmido desde 1961, com uma precipitação 29,7% superior à registada em anos classificados como normais. Em particular, a precipitação na parte norte da China estabeleceu um "recorde histórico" em setembro, de acordo com a Xinhua.

Em julho, a China central sofreu fortes chuvas que deixaram mais de 300 pessoas mortas na província de Henan. Song Lianchun, um meteorologista do Centro Meteorológico Nacional, afirmou na altura: "Não podemos dizer que um evento meteorológico extremo é diretamente causado pelas alterações climáticas, mas, a longo prazo, o aquecimento global causa um aumento na intensidade e frequência de tais eventos".

As temperaturas altas provocaram um aumento generalizado da procura de ar condicionado, numa altura em que várias partes do país estão sob fortes restrições de fornecimento de energia devido aos preços elevados do carvão motivados pela crescente procura de energia por parte do setor industrial.

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