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China decreta proteção máxima para o pangolim

É único por ser um mamífero com escamas. O animal suspeito de ser intermediário na transmissão do novo coronavírus é das maiores vítimas do comércio de animais selvagens e está em risco de extinção.
Uma das espécies de pangolim (Phataginus tricuspis) no Congo. Foto de Valerius Tygart/wikimedia commons.
Uma das espécies de pangolim (Phataginus tricuspis) no Congo. Foto de Valerius Tygart/wikimedia commons.

As suas escamas supostamente teriam propriedades medicinais. A sua carne é apreciada por algumas pessoas. São as duas razões que fazem com o pangolim seja caçado e comercializado em ampla escala na China.

Mas as autoridades chinesas querem mostrar que estão dispostas a fazer isso mudar. Por isso, o animal que se tornou conhecido no mundo inteiro por ser apontado como “suspeito” de ter participado na correia de transmissão da covid-19 aos humanos, entrou a partir de sexta-feira no grupo dos animais que têm o mais elevado grau de proteção por deliberação da Administração Nacional de Florestas e Pradarias. Junta-se assim a um grupo restrito que inclui, por exemplo, os pandas gigantes, os antílopes tibetanos e os grous-da-Manchuria.

Apesar de já estar classificado antes como espécie protegida, o grau de proteção é agora aumentado para o nível mais alto, pelo que se espera que a classificação seja acompanhada por medidas de proteção do seu meio ambiente, que continua a ser destruído, e de combate à sua caça e comercialização. A caça do pangolim é proibida na China desde 2007, a importação de pangolins e produtos derivados foi proibida em 2018 e, já em fevereiro e com a pandemia do novo coronavírus a avançar, foi banido o comércio de animais selvagens.

Para além do reforço das medidas de proteção, o governo chinês prometeu criar um centro de proteção e de investigação dedicado ao pangolim.

Há oito espécies deste animal, todas elas consideradas como espécies em perigo nos seus respetivos países. Na China, a população de pangolins desceu drasticamente nos últimos anos: em 2003, data do último recenseamento conhecido, contabilizavam-se apenas cerca de 64 mil.

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