Está aqui

Chantagem contra trabalhadores acaba em caos no Pingo Doce

Do norte ao sul do país, o caos instalou-se nos supermercados Pingo Doce e registaram-se mesmo incidentes que levaram à presença da polícia à porta dos supermercados deste grupo. Na origem do caos, esteve uma promoção criada especialmente para marcar a abertura das lojas do Pingo Doce no feriado do dia do trabalhador.
Foto de MIGUEL A. LOPES/LUSA.

A maior cadeia de distribuição do país marcou a abertura de todas as suas lojas no primeiro de maio, quebrando uma tradição que imperava ainda na maioria das grandes distribuidoras, com o desconto de 50% em compras superiores a 100 euros.

Perante o protesto e ameaça de greve dos trabalhadores, que perderam um dos dias de descanso que tinham por garantido, o grupo Jerónimo Martins aproveitou a crise social que assola o país para, numa manobra populista criada para dividir consumidores e trabalhadores, afrontar os direitos dos trabalhadores.

As filas de espera que marcaram o dia, com dezenas de pessoas a queixarem-se de não serem atendidas, foram rapidamente invadidas por pequenos comerciantes que, ironicamente, vêm as suas margens esmagadas pelo mesmo grupo de distribuição ao qual ocorreram hoje para encher a sua mercearia ou pequena loja.

O sindicato do Comércio acusou hoje o grupo Jerónimo Martins de “dumping”, vendendo abaixo do preço de custo para esmagar a concorrência. Lembrando que esta prática é ilegal em Portugal, para proteger a concorrência e os trabalhadores, o sindicato responsabiliza o Governo e a ASAE por não fiscalizarem um caso de evidente ilegaliidade.

Este ano, pela primeira vez, o Lidl e Jumbo e Pão de Açucar)estiveram abertos no feriado do primeiro de maio.  

Mais informações sobre o grupo Jerónimo Martins, em http://www.esquerda.net/dossier/clone-um-grupo-exemplar

Termos relacionados Política
(...)