Ao som de palavras de ordem como "redução salarial enche os bolsos ao capital" e "o custo de vida aumenta e o povo não aguenta", os manifestantes fizeram uma marcha de protesto desde o Largo Camões, em Lisboa, até à residência oficial do Primeiro-Ministro, em S. Bento.
Na concentração prévia, que ocorreu no Largo Camões, o coordenador da União dos Sindicatos de Lisboa, Libério Domingues, fez uma pequena intervenção a reivindicar mudanças de política económicas e sociais sem esquecer de referir a recente detenção de dois sindicalistas da função pública, que considerou ilegais.
Esta concentração distrital decorre no âmbito de um conjunto de outras que ocorrem ao longo da semana em todos os distritos do país, inseridas na semana de luta da CGTP/IN por mais emprego e contra os despedimentos.
Já o secretário-geral da CGTP apelou à intensificação das acções de protesto em Fevereiro e Março e à sua ampliação até Maio.
"Deixo aqui um apelo: vamos multiplicar os esforços de mobilização para a concretização de lutas em Fevereiro e Março e vamos ampliar isso até ao primeiro de Maio", disse Manuel Carvalho da Silva junto à residência oficial do primeiro ministro perante centenas de manifestantes, citado epla RTP.
Na intervenção que fez no final da manifestação, Carvalho da Silva Fez duras críticas ao Governo e ao patronato, acusando-os de estarem a tentar fazer uma revisão da legislação laboral encapotada para destruir o emprego com direitos e promover a precariedade.
Sexta-feira foi dia de luta noutras cidades onde decorreram concentrações de sindicalistas e trabalhadores, como Braga, Coimbra, Leiria, Peniche, Viseu e Santarém.
Ver agenda dos protestos para dia 28 e 29 de Janeiro aqui.
Protesto da CGTP em Setúbal juntou cerca de 3 mil pessoas
Esta quinta-feira, cerca de 3 mil trabalhadores da Administração Local, Função Pública e empresas privadas da região de Setúbal participaram num desfile pelas ruas da capital de distrito, contra as medidas do Orçamento do Estado de 2011.
"Este mês de Janeiro ficará conhecido como o mês do roubo dos salários, o mês do aumento brutal do custo de vida, o mês de mais um ataque aos direitos dos trabalhadores", afirmou Rui Paixão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, afecta à CGTP/IN.
Na iniciativa, para mostrar a indignação e o protesto dos trabalhadores, o sindicalista fez duras críticas às medidas de austeridade aprovadas nos últimos meses pelo governo do PS, designadamente ao aumento de preços dos bens de consumo, aumento de impostos e redução de salários dos trabalhadores do Estado.
"Estamos em luta, devido às medidas aprovadas pelo governo. Estão-nos a roubar e a gente não concorda", justificou Natércia Tadeu, trabalhadora da Amarsul, lembrando que além dos cortes salariais, os trabalhadores estão também a ser confrontados com aumentos generalizados de bens e serviços que reduzem drasticamente o seu poder de compra.