CGD: Trabalhadores alertam para "ambiente de terror" no banco

09 de agosto 2021 - 19:59

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos manifestaram-se esta segunda-feira, junto à sede do banco, em defesa dos postos de trabalho e contra o assédio laboral para o cumprimento de objetivos.

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9 de agosto de 2021 - Foto de Mário Cruz | Lusa

A greve, que foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), e à qual aderiram também o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB), constitui uma forma de luta contra os "despedimentos coletivos ou ameaças de extinção de postos de trabalho".

Joana Rodrigues, do STEC, em declarações à RTP, referiu que “estamos aqui para exigir o respeito que nos é devido. Somos trabalhadores, a Caixa é o nosso banco público e estamos preocupados com o momento atual que a Caixa vive”.

“Vivemos um momento em que a Caixa tem vindo a diminuir o seu quadro de pessoal, as agências ao público, o serviço de qualidade está em causa e nós também como trabalhadores temos essa preocupação", explicou.

Os trabalhadores apelaram ao Governo que se preocupe verdadeiramente com o banco público.

"Temos também a questão salarial, que é mais do que devida, num momento em que a Caixa apresenta milhões de lucro”, referiu Joana Rodrigues, informando que apresentaram uma proposta em janeiro, mas ainda não obtiveram resposta por parte da administração.

Na CGD vive-se um “clima de terror”, segundo os trabalhadores, por causa “dos objetivos que são inalcançáveis, é só números e números e números que são pedidos aos trabalhadores da Caixa numa altura em que dão mais do que podem”, denunciou.

José João Guilherme, administrador da CGD, informou que 20% das agências bancárias estão encerradas.