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Cerca de 500 pilotos da TAP manifestam-se contra “atropelos e injustiças” da gestão

Protesto, convocado pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), ocorreu esta terça-feira. O presidente desta estrutura sindical criticou tanto a gestão da companhia aérea como a postura do ministro das Infraestruturas e da Habitação.
Foto de António Pedro Santos, Lusa.

Durante o protesto, os cerca de 500 pilotos da empresa empunharam cartazes onde se lia “sou piloto da TAP e também sou contribuinte”, “perdão, sou piloto da TAP” ou “sou piloto da TAP, não tenho direitos”.

De acordo com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), na origem da iniciativa estão as recusas do Conselho de Administração da TAP Air Portugal no que concerne à realização de reuniões de trabalhadores.

O objetivo da manifestação é demonstrar insatisfação face aos “atropelos, injustiças e à forma como a administração e a tutela têm gerido a empresa e a relação laboral com os pilotos”, explicou a estrutura sindical, citada pela agência Lusa.

O presidente do SPAC, Tiago Faria Lopes, criticou tanto a gestão da companhia aérea como a postura do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

“Esta gestão está a levar a empresa para o mesmo destino da Flybe, que foi uma empresa que entrou em falência e o ministro Pedro Nuno Santos está a compactuar com esta gestão. Não pode continuar assim”, afirmou o dirigente sindical, citado pelo Jornal Económico

Tiago Faria Lopes pôs em causa o plano de reestruturação da TAP: “A TAP muda de edifícios, contrata serviços externos cada vez mais a preços milionários, tem os aviões de carga parados. São milhões de euros e dizem sempre: isto é o plano de reestruturação”.

O presidente do SPAC exortou o ministro Pedro Nuno Santos a assumir "o erro”: “Esse erro mais vale assumir mais tarde do que nunca”, frisou.

No que respeita às declarações da TAP sobre lamentar ainda não ter chegado a acordo com os pilotos, Tiago Faria Lopes comparou a companhia aérea ao ministro das Infraestruturas que se diz “preocupado com os trabalhadores da TAP”, mas que depois as ações “nada andam de mãos dadas com as suas palavras”.

A manifestação teve início às 8h30, em Lisboa, junto ao Terminal de Tripulações do Areeiro (TTA), e terminou no Campus da TAP.

Fonte oficial da transportadora afirmou que a empresa “lamenta não ter ainda chegado a um acordo com os seus pilotos, essenciais à companhia” e que se mantém “empenhada em encontrar soluções que permitam garantir a sustentabilidade da empresa e de todos os seus trabalhadores”.

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