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Centenas marcham contra amianto e por obras nas escolas de Camarate

Cerca de 800 alunos, pais, professores e auxiliares da Escola 2,3 Mário de Sá Carneiro, em Camarate, concelho de Loures, promoveram esta terça-feira um protesto contra a presença de amianto e a degradação acentuada do estabelecimento de ensino, exigindo obras de requalificação urgentes.

“Obras sim, amianto não”, “Sem condições não há sucesso”, “Amianto mata”, “Enquanto não melhorar não vamos parar”, “Escola sem amianto”, foram algumas das palavras de ordem mais ouvidas ao longo dos cerca de dois quilómetros entre a vila de Camarate e a Escola 2,3 Mário de Sá Carneiro.

A encabeçar a manifestação, duas faixas onde se podia ler: “Agrupamento de Escolas de Camarate” e Os pais de Camarate não podem esperar. O amianto tem de acabar”. Os cerca de 800 alunos, pais, professores e auxiliares que se uniram neste protesto empunharam ainda cartazes com as seguintes frases: “O amianto mata”, “Perigo amianto” e “A escola precisa de ajuda”.

“É um grito de alerta. Já há nove anos devia ter sido feita a remoção do amianto, assim o diz a lei, e, nestes nove anos, nenhum Governo foi capaz de fazer a intervenção de fundo nas escolas”, afirmou o presidente da Associação de Pais do Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira, em declarações à agência Lusa.

Ricardo Oliveira lembrou que o Ministério da Educação “responde sempre que a escola está contemplada no plano de intervenção”, mas até agora “nada aconteceu”, numa escola com pavilhões “há quase 40 anos em estado provisório, que passaram a definitivo”.

“O amianto é a ponta do icebergue pois o resto das condições da escolas são muito degradadas e contém igualmente materiais que prejudicam a saúde de quem nela trabalha e estuda”, destacou.

André Julião, do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), sinalizou que existem vários problemas nesta escola, nomeadamente no que diz respeito à presença de amianto “em estruturas de fibrocimento extremamente degradáveis e que já se encontram inclusive, remendadas com placas de zinco.

Em causa está “uma escola extremamente degradada, com pavilhões de madeira em péssimo estado, onde chove lá dentro”.

André Julião, do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Há professores que andam de martelo na mão a pregar ripas de madeira para os tetos falsos não caírem em cima dos alunos”, denunciou André Julião, vincando que o estado de degradação é tal que se torna “impossível ensinar e aprender com dignidade”.

O ativista do MESA recordou ainda que a escola está “sinalizada como prioritária, mas continua a não ter intervenções”, instando o ministro da Educação a ir visitar o parque escolar antes de tomar a opção de os “alunos ficarem mais tempo nos estabelecimentos de ensino”.

André Julião reforçou a ideia de que “é necessário um investimento de fundo para requalificar esta escola” e para garantir as necessárias “condições de segurança e conforto”.

Já Íria Moreira, da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, explicou que é preciso “identificar situações prioritárias e nessas agir imediatamente”. E esta é prioritária”, enfatizou.

A marcha juntou alunos, pais, professores, funcionários não docentes e representantes da associação de pais, do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, além do ex candidato bloquista à Câmara Municipal de Loures, Fabian Figueredo, e da deputada do Bloco Joana Mortágua.

 

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