Catarina estranha silêncio do Governo sobre aumento dos juros, enquanto protege especulação

03 de junho 2022 - 23:32

Catarina Martins salientou que o Bloco tem feito propostas para combater a especulação imobiliária e a subida dos preços da habitação, para proteger as famílias, mas o Governo recusa-as, apoiado pela direita, e não apresenta quaisquer medidas, ao contrário de outros países europeus.

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Catarina Martins - Foto de Mário Cruz/Lusa (arquivo)
Catarina Martins - Foto de Mário Cruz/Lusa (arquivo)

“O que é extraordinário é que recusam as propostas do Bloco de Esquerda mas não conhecemos uma única proposta do Governo para proteger as famílias que podem em pouco tempo vir a ter um aumento de centenas de euros na sua prestação da casa”, afirmou Catarina Martins em Braga, à margem da visita à Quinta da Arcela e respondendo a perguntas dos jornalistas sobre a subida da Euribor.

A coordenadora do Bloco lembrou que a subida das taxas do crédito à habitação “não é surpresa”, porque “já houve muitos avisos”, recordou que a subida dos preços da energia começaram há um ano e sublinhou que o Bloco tem alertado frequentemente para este problema.

“Isso não é aceitável, a inflação já está em 8 por cento, os salários em Portugal estão a perder face à inflação todos os dias, não podemos simplesmente deixar que prestações das casas continuem a aumentar e que haja esta perda de rendimentos”, frisou.

“Noutros países europeus vemos medidas sensatas… como a taxação dos lucros excessivos do setor energético, por exemplo, que estão a criar inflação. Taxar lucros excessivos para controlar preços. Temos, por exemplo, a Alemanha a anunciar aumentos intermédios do salário mínimo”, destacou Catarina Martins e criticou o Governo, que “deixa os salários congelados, o que significa em quebra” e “premeia especuladores”. “Esta é uma atuação absolutamente irresponsável”, .

A coordenadora do Bloco afirmou também o apoio e solidariedade com os moradores da Quinta da Arcela, em Braga, que querem que aquele espaço público seja para usufruto dos cidadãos e seja um parque público verde. “Estamos solidários e vamos intervir para tentar que haja uma clarificação do uso deste espaço, para que seja um espaço verde e seja devolvido à população”, realçou.