Presidenciais

Catarina considera que “novo impulso refundador da democracia” é “tarefa fundamental”

15 de agosto 2025 - 14:25

Na sequência da decisão de Sampaio da Nóvoa de não ser candidato à Presidência da República, a eurodeputada bloquista insiste que é preciso “uma esquerda dialogante e capaz de propor um novo caminho para Portugal”.

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Catarina Martins em missão do Parlamento Europeu em Varsóvia.
Catarina Martins em missão do Parlamento Europeu em Varsóvia. Foto do The Left/Flickr.

Num comentário à decisão de Sampaio da Nóvoa de não se candidatar à Presidência da República, Catarina Martins destacou nas suas redes sociais que esta poderia ter sido “uma candidatura importante”, mas acrescenta que respeita os seus argumentos.

A eurodeputada afirma que tem falado “com muitas pessoas que recusam ficar reféns de uma escolha impossível entre a defesa de um presente que abandona a maioria e a aceitação de um futuro autoritário” e que “partilha dessas preocupações”.

Para ela, é preciso “garantir que o debate fundamental sobre o futuro coletivo, do que queremos ser enquanto país, não fica fora da campanha presidencial”.

O ponto de partida destas ponderações é um contexto caracterizado como “difícil” para a esquerda mas “isso dá-nos uma responsabilidade acrescida de juntar forças, inventar soluções, enfrentar os perigos com coragem e defender a nossa gente”, considera. Por isso, exige-se “uma esquerda dialogante e capaz de propor um novo caminho para Portugal”.

Catarina Martins escreve ainda: “sei desta responsabilidade e contribuirei para lhe responder", refletiu”.

E termina afirmando que “este é o tempo de encarar a crise da habitação, voltar a dizer que é o trabalho que constrói este país, cuidar de quem precisa e integrar quem chega. Apelando por fim a focar-nos “nessa tarefa fundamental: um novo impulso refundador da democracia. Criar futuro”.