Liberdade de imprensa

Catarina alerta Bruxelas para governamentalização da agência Lusa

17 de fevereiro 2026 - 14:43

A eurodeputada do Bloco quer que a Comissão Europeia se pronuncie sobre a compatibilidade dos novos estatutos com o regulamento europeu relativo à liberdade dos meios de comunicação social.

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Agência Lusa
Foto de António Cotrim/Lusa.

O Estado passou a ser o único acionista da agência Lusa e os novos estatutos que regem o funcionamento da agência de notícias deram ao Governo o poder de nomear diretamente a sua administração, além de outras medidas que colocam em risco a independência editorial deste serviço público.

Em pergunta dirigida à Comissão Europeia, a eurodeputada Catarina Martins diz que a recente revisão dos estatutos da Lusa “promove uma maior governamentalização e controlo político da agência de informação”. Além da nomeação direta dos membros do Conselho de Administração, o Conselho Consultivo tem “um mero papel consultivo e não vinculativo”, acrescenta a eurodeputada, questionando também a própria composição deste órgão ou a prestação de contas regular da direção de informação à Assembleia da República, “que suscita grande apreensão aos jornalistas, desde logo, mas obviamente a qualquer defensor da liberdade de informação”.

Catarina Martins quer saber se a Comissão entende que os atuais estatutos estão conformes ao artigo 5º do Regulamento Europeu relativo à Liberdade dos Meios de Comunicação Social e que os mesmos asseguram a independência editoria e funcional dos prestadores de serviço público. E caso conclua pela sua desconformidade, como irá agir a Comissão para garantir a reposição da liberdade de imprensa.

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