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Catarina acusa Costa de alinhar com Macron e direita liberal europeia

No comício de campanha no Porto, Catarina Martins criticou o líder do PS por ir apoiar Emmanuel Macron, enquanto em Portugal fecha as portas a futuras negociações com os professores. "A arrogância não é boa conselheira, é bom que o Partido Socialista se lembre”, avisou.
Comício do Bloco na Praça dos Poveiros no Porto.
Comício do Bloco na Praça dos Poveiros no Porto. Foto de Paula Nunes

A participação e o apoio de António Costa num comício do partido do presidente francês Emmanuel Macron foram um dos assuntos abordados na intervenção da coordenadora bloquista. Na sua mensagem, o líder do PS afirmou contar com a determinação de Macron para uma “mudança progressista” para a Europa. Catarina Martins recordou que logo no início do mandato, o governo nomeado por Macron “acabou com impostos sobre grandes fortunas e atacou os direitos do trabalho”, gerando uma revolta social sem precedentes nas últimas décadas.

"Tem toda a razão o PS quando diz que Paulo Rangel e o PSD apoiam agora para a Comissão Europeia o mesmo que pediu sanções contra Portugal, mas não está o PS muito diferente quando António Costa vai apoiar Macron (...) e toda a direita europeia no comício deste sábado”, afirmou a coordenadora do Bloco. Catarina defendeu que  "é importante saber escolher os lados" e "para Portugal é complicado quando alguém diz escolher um lado cá dentro e lá fora vai escolhendo outro lado".

Catarina Martins referiu-se também às notícias deste sábado que dão conta da indisponibilidade de António Costa para regressar às negociações sobre a carreira dos professores na próxima legislatura, vendo nessa  intenção um sinal de “arrogância”. "A arrogância não é boa conselheira, é bom que o Partido Socialista se lembre. A arrogância não é boa conselheira, a responsabilidade da política é criar soluções e são as pessoas que dizem que soluções querem", recordou.

E lembrou que foi "lado a lado, com as pessoas, a construir com elas, com a humildade de as ouvir que se conseguiu que a economia crescesse, que crescesse o emprego, que o país fosse respeitado, que as contas públicas estivessem melhores".

"Ter arrogância neste momento é querer deitar tudo a perder. Da parte do Bloco de Esquerda sabem que estaremos aqui como sempre, lado a lado. Construímos juntos, com quem trabalha, com quem luta, com quem constrói este país", concluiu a coordenadora bloquista.

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