O Diário de Notícias revelou esta quarta-feira que o novo organograma da estação pública de televisão e rádio prevê a extinção da direção autónoma das antenas internacionais da RTP e RDP.
A 17 de setembro, Alberto da Ponte voltou a ser ouvido pela comissão parlamentar e repetiu a intenção de “reforçar os serviços internacionais da RTP”, atribuindo ao secretário de Estado Pedro Lomba a responsabilidade por elaborar o relatório com as conclusões do grupo de trabalho formado sobre o assunto. Passado apenas um mês, é conhecida a intenção de acabar com a autonomia desses serviços. “Os canais internacionais estão sempre sujeitos a uma evolução organizacional”, disse esta quarta-feira Alberto da Ponte, quando questionado sobre eventais mudanças.
Segundo fontes da empresa citadas pelo DN, "a informação da RTP África e da RTP Internacional vai passar para a direção de Informação de televisão”, o mesmo sucedendo com a programação, que passará para a alçada do diretor de programas da RTP. Na rádio, a direção da informação da RDP Internacional e RDP África passam para a direção de informação dos restantes canais da rádio pública, a quem caberá gerir a programação da RDP Internacional. Quanto à programação da RDP África, passará para as mãos da direção de programas da RDP, acrescentaram as mesmas fontes.
A mudança surge no momento em que o atual diretor dos canais internacionais, José Arantes, estreava novos programas de informação e outros conteúdos de programação, que tinham sido anunciados em janeiro. Algumas semanas depois desse anúncio, o presidente da RTP disse aos deputados que as antenas internacionais teriam autonomia editorial e cerca do dobro do orçamento anterior.
A 17 de setembro, Alberto da Ponte voltou a ser ouvido pela comissão parlamentar e repetiu a intenção de “reforçar os serviços internacionais da RTP”, atribuindo ao secretário de Estado Pedro Lomba a responsabilidade por elaborar o relatório com as conclusões do grupo de trabalho formado sobre o assunto. Passado apenas um mês, é conhecida a intenção de acabar com a autonomia desses serviços. “Os canais internacionais estão sempre sujeitos a uma evolução organizacional”, disse esta quarta-feira Alberto da Ponte, quando questionado sobre eventais mudanças.
Um dos argumentos usados por Miguel Poiares Maduro em fevereiro para justificar a subida da Contribuição para o Audiovisual foi que “este aumento também serviria para valorizar e reforçar o serviço internacional, com conteúdos próprios”. Na mesma entrevista ao Público, o ministro responsável pela pasta da comunicação social defendeu que “o serviço internacional tem uma importância estratégica para o país, para as empresas e agentes culturais”, pelo que “se justifica uma aposta importante e um investimento no serviço internacional da RTP”.