“Reunidos em Plenário de Redação, os jornalistas do Serviço Público de Rádio e Televisão de Portugal foram unânimes na condenação das alterações introduzidas no horário das madrugadas de 12 de maio que constituem um ataque violento ao Serviço Público de Rádio”, refere o comunicado citado pela agência Lusa.
No documento lê-se ainda que, “no plenário, ficou claro que a Direção de Informação acompanha a redação na crítica ao modelo de piloto automático nas madrugadas”.
Os jornalistas da Antena 1 defendem que as alterações “colocam em causa o padrão, a estética e a qualidade da emissão da Rádio de Serviço Público”, considerando que “a lógica que presidiu a estas alterações é uma lógica que não é a de Serviço Público mas sim de rádio privada”.
Segundo estes profissionais, as alterações “afetam a própria qualidade da Informação, constituindo um condicionamento inaceitável em termos editoriais”.
“Para além da questão de princípio (o Serviço Público de Rádio não pode funcionar em piloto automático), a aplicação das alterações revela uma total falta de respeito por ouvintes e profissionais”, frisam.
Os jornalistas asseguram que “tudo farão para reverter esta situação e exigem que seja imediatamente suspenso o modelo de piloto-automático e que seja imediatamente reposto o padrão normal da emissão”.