Depois das buscas nesta manhã na residência oficial do primeiro-ministro, no Ministério do Ambiente e na Câmara Municipal de Sines e das detenções do seu chefe de gabinete, Vítor Escária, de Diogo Lacerda Machado, consultor de António Costa, e de Nuno Mascarenhas, presidente daquela autarquia, e um pouco antes da notícia de que o ministro João Galamba tinha sido constituído arguido e de que o primeiro-ministro será alvo de uma investigação autónoma do Ministério Público num inquérito instaurado no Supremo Tribunal de Justiça, o Bloco de Esquerda reagiu pela voz de Pedro Filipe Soares.
O dirigente bloquista sublinhou que se deve apurar “o que houver a apurar”, “investigue-se o que houver a investigar e indique-se responsabilidades a quem houver que indicar”. Apelou a uma justiça que “deve ser célere, rápida, justa, doa a quem doer e sem poupar ninguém que tenha responsabilidades, que deva responder por elas”.
O partido sublinha que tem “informação muito parca” de momento e que “há muito ainda por saber”. E é altura da justiça ser “transparente e eficaz, doa a quem doer” porque a democracia exige “que não haja responsabilidades que fiquem por apurar”.
Pedro Filipe Soares recusou “tirar conclusões que são precipitadas” e “correr atrás de um populismo qualquer fácil”, mas reiterou que o Primeiro-Ministro “deve uma explicação ao país”.