Amadeu Altafaj Tardio, porta-voz do comissário para os Assuntos Económicos da Comissão Europeia, Olli Rehn, disse ao Diário de Notícias que depois de aprovado o Orçamento é preciso adoptar “reformas que possam dar uma dinâmica à economia portuguesa”. Adiantando que "não cabe à Comissão dizer com pormenor aos Estados o que fazer”, Tardio lá foi defendendo que Portugal deve atacar o que chamou de “rigidez do mercado laboral” e deve fazer “alterações ao processo a formação de salários".
Em bom português: a Comissão Europeia quer ver facilitados os despedimentos e baixados os salários.
Horas antes, em entrevista à Bloomberg, Tardio encorajara Portugal a acelerar os cortes na despesa ainda este ano e a superar a meta dos 4,6% do défice em 2011. Traduzindo: o comissário quer mais cortes orçamentais.
Tudo isto com o argumento de que novas medidas são necessárias para convencer os mercados de que as contas públicas e o problema estrutural de competitividade vão ser atacados.
Comissão pede a Portugal devolução de 40,69 milhões de euros
A Comissão Europeia pediu esta sexta-feira a Portugal a devolução de 40,69 milhões de euros de dinheiro da Política Agrícola Comum que considerou gasto indevidamente, devido a questões de falta de controlo nacional.
Portugal não é o único país penalizado; a Comissão reclamou um total de 578,5 milhões de euros a seis Estados-membros “indevidamente gastos” no âmbito das despesas agrícolas da UE.
A maior parcela é exigida à Grécia, que terá de devolver 335,52 milhões de euros. Seguem-se a Roménia (41,7 milhões), Portugal (40,69 milhões), Holanda (28,94 milhões) e Bulgária (20,1 milhões).