Bloco responsabiliza Crato pela "confusão" na abertura do ano letivo

11 de setembro 2013 - 23:02

Catarina Martins visitou uma escola básica em Vouzela e afirmou que a confusão na abertura do ano letivo, fruto da incompetência do Ministério da Educação, pode ser lida como uma estratégia do Governo para beneficiar o ensino privado.

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Nuno Crato e Passos Coelho numa abertura do ano escolar marcada pela falta de professores em muitas escolas públicas. Foto Paulo Novais/Lusa

“Todos os anos se repete a confusão da abertura do ano letivo na escola e esta incompetência do Ministério da Educação só pode ser entendida como uma estratégia para privilegiar o ensino privado”, declarou a coordenadora bloquista aos jornalistas. 

Catarina Martins visitou a escola básica de Campia, no concelho de Vouzela e lamentou que a meio da semana de arranque do novo ano letivo ainda haja escolas que “não sabem ainda se terão os professores que necessitam”. Em declarações à agência Lusa, Catarina Martins sublinhou que estes “inícios de anos letivos atribulados, que se repetem sem necessidade”, são marcados por um “profundo desrespeito do Governo pela escola, pelos seus professores e por toda a comunidade escolar”.

“As escolas fizeram o seu trabalho, disseram das necessidades de professores a tempo. É inaceitável que os professores não tenham sido colocados”, acrescentou Catarina Martins, depois de verificar que naquela escola há alunos com necessidades educativas especiais que estão em turmas com mais alunos do que é permitido por lei. “A solução que está a vir da tutela é, em vez de desdobrar as turmas, tentar exceções para autorizar turmas à margem da lei. Ou seja, sempre mais alunos por turma, sempre desqualificar o ensino”, criticou.

A coordenadora do Bloco de Esquerda não esqueceu a proposta aprovada no Conselho de Ministros para introduzir o cheque-ensino no sistema português, lamentando que num momento “em que falta tudo à escola pública, se cortaram os passes sociais para os alunos, os alunos deixaram de ter apoio para os manuais escolares e faltam professores e pessoal não docente nas escolas”, o Ministério tenha a ideia de “canalizar os recursos públicos, da escola pública, para as escolas privadas”.