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Bloco questiona Bruxelas sobre destino dos fundos angariados para a vacina

Os deputados do Bloco no Parlamento Europeu querem saber se os resultados da investigação para a vacina da covid-19, financiada com dinheiro público, serão postos ao serviço da saúde pública ou dos lucros das farmacêuticas.
Vacina covid-19
Foto de André Gomes de Melo | Flickr

Numa pergunta à Comissão Europeia, os deputados do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, José Gusmão e Marisa Matias, querem saber que medidas foram tomadas pela Comissão Europeia para garantir a universalidade e a gratuitidade da vacina da covid-19, e ainda como será realizada a “aplicação e distribuição dos fundos, e selecionadas entidades participantes”.

Relembramos que entre os 7,4 mil milhões de euros para o desenvolvimento da vacina, estão verbas do Orçamento da União Europeia que foram redistribuídos, nomeadamente do programa europeu de financiamento da investigação, Horizonte2020, e do Fundo de Solidariedade para as emergências, além das contribuições dos vários países.

Marisa Matias esclarece que “até ao momento a Comissão tem dito que a vacina não pode ser um luxo e que tem que ser acessível, mas isso não é sinónimo de gratuitidade, pelo contrário insinua que haverá um preço a pagar”. Por isso a eurodeputada do Bloco defende que “sendo este um investimento público entendemos que deve ser propriedade pública, para que não haja lucro às custas de uma pandemia, e que se tenha uma solução para toda a gente.”

Também o deputado José Gusmão alerta para que “seria um desfecho trágico que o resultado de uma colaboração internacional para combater a pandemia fosse colocado não ao serviço da saúde pública global, mas ao serviço da obtenção de lucros monopolísticos e imorais.”

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