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Bloco quer salários pagos a 100% e impedir despedimentos de precários

Após reunir com trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa, Catarina Martins reafirmou que “não tem sentido pagar lucros a acionistas e não pagar salários a trabalhadores”. Sobre os surtos que estão a ocorrer em Lisboa e Vale do Tejo, defendeu que é preciso garantir condições seguras de habitação e transporte.
Catarina Martins reuniu com membros de comissões de trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa - Foto esquerda.net
Catarina Martins reuniu com membros de comissões de trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa - Foto esquerda.net

A coordenadora do Bloco de Esquerda, acompanhada pelos deputados Joana Mortágua e José Soeiro, esteve esta sexta-feira numa reunião com comissões de trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa, em que esteve presente também uma representante de trabalhadores da TAP.  A reunião foi realizada na Moita, no salão dos Bombeiros Voluntários.

 

Três prioridades

Em declarações à margem da reunião, a coordenadora bloquista destacou três prioridades, quando se está a discutir o orçamento suplementar: garantir salários a 100%, impedir o despedimento de precários e garantir subsídio de desemprego aos trabalhadores mais desprotegidos.

A coordenadora do Bloco de Esquerda começou por alertar para a “enorme perda de rendimentos dos trabalhadores”, por via dos despedimentos coletivos, dos despedimentos individuais, nomeadamente de trabalhadores precários, e “por via do lay-off, que representa um corte de um terço no salário destes trabalhadores”.

As três prioridades, propostas pelo Bloco de Esquerda, são:

  • Em primeiro lugar, garantir salários a 100%. Catarina Martins sublinhou que é preciso “garantir que os apoios às empresas, com lay-off ou sem lay-off, apoio que terá de continuar para proteger o emprego, deve garantir salários a 100%”. “Não é possível dizer aos trabalhadores que eles vão estar até ao final do ano com um corte de um terço no seu salário”, frisou.
  • Em segundo lugar, cortar para metade os prazos de garantia de acesso ao subsídio de desemprego, "garantindo mais apoio aos trabalhadores mais desprotegidos” e apoiando rapidamente as pessoas que perderam acesso ao emprego e que ainda não tem acesso ao subsídio de desemprego.
  • Em terceiro lugar, impedir o despedimento de trabalhadores precários, obrigando a que as empresas que estão a ter apoio do Estado não despedem trabalhadores efetivos, mas também não possam despedir trabalhadores precários. “O Estado não pode fazer de conta que os trabalhadores precários não existem quando está a negociar o apoio às empresas”, realçou.

 

Respondendo a perguntas feitas por jornalistas, a coordenadora bloquista voltou a criticar “os milhões de euros que estão a ser distribuídos em lucros aos acionistas, sublinhando que “não tem sentido pagar lucros a acionistas e não pagar salários a trabalhadores”.

imagem da reunião

Garantir condições seguras de habitação e transporte

Em relação aos surtos que estão a ocorrer em Lisboa e Vale do Tejo, a coordenadora bloquista alertou para a precariedade das condições de habitação e transporte, lembrando que, muitas vezes, as empresas de trabalho temporário e as empresas de intermediação de mão de obra, “recorrem a trabalhadores muito precários, muito vulneráveis, que habitam em condições que não garantem salubridade e são transportados sem condições de segurança”, e apontou que “é preciso agir rapidamente sobre as empresas e sobre a sua responsabilidade para com os seus trabalhadores”.

“É preciso criar condições concretas para proteger os trabalhadores que têm sido vítimas destes surtos. Não é por uma responsabilidade individual que eles estão contaminados”, salientou Catarina Martins, alertando que é necessário garantir condições seguras de habitação e transporte.

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