“Se chega a primeira tranche eu quero saber para onde é que ela vai porque eu sei que dos 78 mil milhões vão 50 mil milhões para os credores, não é para Portugal; vão 12 mil milhões para a banca, não é para a economia que cria emprego; vão 30 mil milhões de euros depois para os juros, não é para Portugal” declarou Francisco Louçã, nesta terça feira numa visita à Escola Secundária Marquês de Pombal em Lisboa.
O coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda criticou também José Sócrates: “Diz que agora é preciso responder, pois é, mas ele não quis dizer aos portugueses o que quer fazer à segurança social”. E acrescentou: “E não diz porque é que daqui a menos de dois meses, um Governo do PS com o CDS – parece que é o que ele prefere – ou do CDS com o PSD – parece que é o que outros preferem – ou de todos juntos para fazerem a mesma coisa, vai estar a aumentar os impostos, a aumentar o IVA para ir retirar dinheiro na Segurança Social”.
Francisco Louçã alerta que “é preciso ser responsável agora. Quem foge do seu país e atira para a frente as dificuldades, arrastando a economia para uma recessão, não é competente” e sustenta que as "alternativas no resgate da dívida e na recuperação da economia são possíveis”.