Bloco quer renegociar parcerias público privadas

13 de março 2011 - 19:19

O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta para a renegociação das parcerias público privadas (PPP), anunciou este domingo Francisco Louçã, alertando para a necessidade de corrigir o que considera ser “uma desgraça orçamental”.

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Comentando a mobilização do protesto “Geração à rasca“, Louçã afirmou: “Há um descontentamento generalizado com a forma como temos sido governados . O país não pode continuar a ignorar os problemas. Eles têm toda a razão”.

“Apresentaremos esta semana no parlamento a motivação para uma renegociação das PPP porque é preciso corrigir rapidamente a desgraça orçamental que nos compromete durante 30 anos em mais 48 mil milhões de euros para os empreiteiros e empresas que gerem os hospitais”, afirmou Louçã à margem de um debate na junta da freguesia da Damaia, Lisboa.

O dirigente do Bloco salientou que é preciso “fazer as contas certas” para “concentrar a economia no emprego e no combate à precariedade” e desvalorizou uma eventual crise política resultante do novo pacote de medidas de austeridade apresentado pelo governo.

“Já vivemos em crise política e económica e é por isso que o Bloco, mais do que estes arrufos da crise, está preocupado com as respostas essenciais”.

Francisco Louçã considerou que a renegociação das PPP “é uma resposta imediata às pessoas que sentem que não há uma economia que respeite o trabalho”.

Por isso, acrescentou, “precisamos de contenção orçamental e não desperdiçar recursos” e renegociar as PPP “é importante para pôr as contas em dia”.

Sobre a elevada participação no protesto da “geração à rasca”, Louçã sublinhou que foi “uma mensagem fortíssima de jovens e todas as gerações para acabar com a precariedade”.

Questionado sobre se o protesto foi também uma crítica à classe política, Louçã afirmou que “não há uma classe política”, mas sim “quem no governo, com o PSD, queira diminuir salários e quem se bata pelos salários e pelo emprego”.

O deputado do Bloco acrescentou que o protesto foi também “uma demonstração de que a democracia está viva e responde contra a austeridade e a recessão”.

“Há um descontentamento generalizado com a forma como temos sido governados . O país não pode continuar a ignorar os problemas. Eles têm toda a razão”, concluiu Francisco Louçã.