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Bloco quer mais 200 casas para pessoas sem abrigo em Lisboa

O vereador Manuel Grilo quer que, no final do ano, existam 380 habitações para pessoas em situação de sem abrigo na cidade de Lisboa, no âmbito do programa “Housing First”. Esta quinta-feira, foi aprovada, por unanimidade, uma proposta para mais 200 casas no âmbito deste programa. O vereador tem defendido que as pessoas acolhidas durante a pandemia não devem voltar à rua.
Vereador Manuel Grilo com Teresa Bispo, Coordenadora do NPISA (Núcleo planeamento e intervenção para pessoas em situação sem abrigo) Foto de esquerda.net.

O vereador do Bloco, na Câmara Municipal de Lisboa, apresentou, esta quinta-feira, uma proposta em reunião de câmara, para lançar um concurso para 200 habitações para pessoas em situação de sem abrigo.

A proposta, aprovada por unanimidade, é para que se expanda o programa “Housing First/Casas Primeiro”, aumentando o seu investimento em 1.4 milhões de euros, somando-se ao que já está em fase de execução, que contempla 100 habitações, e aos 80 projetos que já existiam até ao final do ano passado.

No comunicado enviado pelo gabinete do vereador Manuel Grilo, responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais na cidade de Lisboa, o responsável bloquista prevê que “no segundo semestre de 2020 sejam entregues as restantes casas, totalizando uma resposta de 380 habitações no âmbito do programa”, até ao final do ano. 

O vereador, que tem defendido que as pessoas acolhidas nos vários centros de acolhimento não devem voltar à rua,  acrescenta que “esta é uma resposta que responderá não só à população de rua, mas também será a solução habitacional para quem está hoje nos 4 centros de acolhimento de emergência da CML, incluindo pessoas que caíram na rua já por perda de rendimento devido à pandemia".

O programa “Housing First” é um dos “pilares da política pública” da vereação dos Direitos Sociais, “para responder ao problema das pessoas em situação de sem-abrigo” na cidade de Lisboa. Este tem por base um conceito inovador que prioriza a garantia de habitação como o primeiro passo para a recuperação social destas pessoas.

Além de estar garantida uma casa, “as pessoas passam também a ter acompanhamento de um técnico social para responder aos outros obstáculos, seja doença mental, consumos problemáticos ou, por exemplo, a falta de emprego”. 

Até ao final do ano passado existiam cerca de “80 pessoas em respostas habitacionais geridas por organizações sociais neste programa” da Câmara de Lisboa, sublinha o comunicado do Bloco.

A proposta foi aprovada, por unanimidade, pelo executivo da Câmara Municipal de Lisboa. Em declarações à Lusa, o vereador com o pelouro dos Direitos Sociais diz que agora a autarquia vai “avançar com mais 200 vagas de ‘Housing First’”, salientando que este programa tem “uma taxa de sucesso de 90%”, resolvendo o problema de habitação dos sem-abrigo, mas também sendo capaz de fazer a sua reinserção social.

Notícia atualizada às 15:30, com o resultado da votação da proposta na reunião da CML.

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